Empate é maioria

Dos dez jogos da quinta rodada do Clausura, seis terminaram empatados. Foi um recorde no torneio. Antes, o máximo havia sido visto na primeira e na quarta rodadas. Cada uma delas teve dois empates. Vale lembrar que a quarta rodada ainda não terminou, pois o confronto entre River e San Martín foi interrompido – terá reinício em 19 março. Todavia, esse jogo não irá atrapalhar o recorde sobre o qual falamos.
Um dos empates da quinta rodada aconteceu entre Argentinos Juniors e Huracán. Hauche abriu o placar para o Argentinos Juniors, que atuava em casa. Seu gol foi marcado aos cinco minutos da etapa inicial. No minuto seguinte, Nieto empatou. Outro empate ocorreu no clássico Boca x Independiente, disputado em La Bombonera. Cáceres, dos Xeneizes, fez 1 x 0 para o Rojo aos sete minutos do primeiro tempo. O gol dos anfitriões saiu aos nove minutos da etapa final, através de Riquelme. Naquele momento, o Boca estava com um homem a menos, pois Paletta havia sido expulso aos 43 minutos do primeiro tempo. Com o resultado, o Boca não permaneceu na liderança. O Vélez, agora, se encontra sozinho na primeira posição.
Nenhum empate, porém, foi mais emocionante do que Arsenal 3 x 3 Gimnasia Jujuy. Houve de tudo. Logo no primeiro minuto, o time de Sarandí abriu o placar. O empate aconteceu aos 15. Este foi o primeiro gol do Gimnasia no torneio. Vinte minutos mais tarde, o Arsenal perdeu Espínola, que recebeu o cartão vermelho. A situação do atual campeão da Copa Sul-Americana piorou ainda na etapa inicial: Matellán cometeu um pênalti aos 45 e foi expulso. Através da cobrança, o adversário conseguiu a virada. O Arsenal chegou ao empate no segundo tempo, mas voltou a ficar em desvantagem aos 35. Mesmo com dois atletas a menos, o Arsenal saiu de campo com um ponto a mais na classificação. Graças ao gol de pênalti anotado pelo goleiro Cuenca, aos 45. Se o torcedor do Arsenal pensou que ficaria sem sofrer durante um bom tempo depois da goleada sofrida contra o Fluminense (6 x 0, no dia 5), se enganou. Já o outro torcedor, o do Gimnasia, esteve muito perto de comemorar a primeira vitória da equipe na competição. Entretanto, teve que se contentar com o terceiro empate consecutivo.
Aniversário cancelado
Ganhar do Lanús fora de casa, nas partidas válidas pelos torneios argentinos, estava sendo uma tarefa nada animadora. Sua invencibilidade como mandante durava desde 11 março de 2007 – hoje completaria um ano -, quando perdeu para o Racing. Já haviam sido computados treze vitórias e seis empates. Esse grande período sem derrota chegou ao fim na quinta rodada do Clausura, diante do Banfield. Desse tropeço, precisamos destacar duas coisas. Primeira: o Taladro havia conquistado apenas três pontos nas quatro rodadas anteriores. E segunda: o placar foi de 5 x 0. Só não podemos nos esquecer que, mais uma vez, o Lanús poupou atletas, pensando na Libertadores – no próximo dia 13, haverá o jogo diante do Deportivo Cuenca-EQU. O que é mais doloroso para o torcedor do Lanús é o fato de o Banfield ser um antigo rival, já que ambos pertencem a cidades vizinhas.
O triunfo histórico foi muito importante para Juan Manuel Llop, técnico do Banfield. Ele havia recebido ameaças por telefone, antes do clássico, em conseqüência da má campanha do time. Apesar de ter passado por esse momento delicado fora de campo, Llop declarou depois da vitória que nunca perdeu a tranqüilidade. E ainda deu sua opinião em relação ao desempenho do Banfield na partida: “A equipe voltou ao melhor nível do torneio passado. Os jogadores se entregaram totalmente”.



