Argentina

Messi, Maradona e…: Di María surpreende ao eleger top 5 da história da Argentina

Multicampeão albiceleste, que voltou ao Rosário Central, mescla gerações na lista e exalta trabalho de Lionel Scaloni

Ángel Di María se aposentou da seleção argentina em julho de 2024 após a conquista da Copa América, porém, é difícil não associá-lo ao grupo albiceleste. O atacante falou sobre a equipe durante entrevista ao jornal “La Nación” e gerou certa surpresa ao eleger os cinco jogadores mais importantes da história.

A lista começou sem estranhezas. Lionel Messi, Diego Maradona e Mario Kempes foram os primeiros lembrados. Di María teve mais dúvidas nos dois últimos nomes, e colocou Daniel Passarella antes de “surpreender” no encerramento, como definiu o “TyC Sports”.

“Posso trazer pessoas da geração atual? Porque Rodri (De Paul) foi uma peça fundamental do projeto. A vida que ele trouxe de volta à seleção. Não apenas é o motor em campo, mas também no grupo, nos laços da amizade. Sem usar a braçadeira, ele é um capitão”, explicou Di María.

Pouco depois, o atacante afirmou que não acompanhava a Major League Soccer (MLS), mas pretende somar à audiência de jogos do Inter Miami, onde jogam Messi e agora o meia De Paul, que saiu do Atlético de Madrid nesta janela.

Rodrigo De Paul e Angel Di Maria pela Argentina na Copa América
Rodrigo De Paul e Angel Di Maria pela Argentina na Copa América (Foto: Imago)

Ao ser perguntado sobre qual seria sua posição neste ranking, o camisa 11 somente se mostrou agradecido por tudo o que conquistou na carreira, que definiu ser sua recompensa. Di María participou de 145 jogos com a seleção da Argentina e marcou 31 gols. No período, levantou uma taça da Copa do Mundo, duas da Copa América e uma da Finalíssima.

“As pessoas podem me colocar entre os três, cinco, dez primeiros ou onde quiserem. Enquanto eu tiver o carinho delas, a posição não importa para mim”, afirmou.

O diferencial da seleção argentina, segundo Di María

O jogador aproveitou a ocasião para elogiar o treinador Lionel Scaloni. Di María ressaltou que o diferencial da comissão técnica argentina é não colocar nenhum atleta acima da camisa.

“Quando tiveram que deixar Paredes no banco, deixaram. Quando tiveram que me deixar (no banco), colocaram outro (para jogar). Quando tiveram que deixar Gio (Lo Celso) no banco porque Alexis (Mac Allister) estava bem, fizeram isso. O mesmo com Lautaro e Julian Álvarez. E isso faz com que você não relaxe, porque quer jogar”, analisou ele.

Outro assunto abordado foi aposentadoria. Di María retornou ao Rosario Central mirando pendurar as chuteiras no clube que o lançou no futebol. Aos 37 anos, o argentino disse viver um “sonho” e declarou ter começado o curso de formação de técnicos para seguir ligado às quatro linhas quando decidir parar de jogar, mas evitou colocar uma data de início da futura trajetória.

Foto de Milena Tomaz

Milena TomazRedatora de esportes

Jornalista entusiasta de esportes que integra a equipe de redação da Trivela. Antes, passou por Premier League Brasil, ESPN e Estadão. Se formou em Comunicação Social em 2019.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo