Argentina

De novo Racing

Vivas começou a temporada com a oportunidade que poucos haviam tido no comando do Racing nos últimos tempos. Sem dívidas, com boas contratações, um bom elenco, a perspectiva de maior profissionalismo, melhorias nas categorias de base. Enfim, a idéia era começar 2010 com um “novo Racing”. A meta: fugir e posteriormente afastar qualquer risco de jogar uma temporada na Série B.

A estréia e a ilusão dos jogos disputados no torneio de verão deixavam a imagem de que os fanáticos hinchas não sofreriam grandes traumas, seriam protagonistas, ao menos no Clausura. Quatro rodadas depois, e três derrotas, a inevitável demissão de Vivas que, melancólico, deixou o Cilindro dizendo que poderia reverter a situação.

Provavelmente, o ex-auxiliar de Bielsa não poderia. Contra o Arsenal de Sarandí, a equipe vencia por 2 a 0 e mesmo com uma defesa composta por três zagueiros, Vivas não teve competência (ou maturidade) para fechar a equipe e evitar a virada adversária. Contra o Gimnasia, a derrota e a apatia contra uma equipe tecnicamente inferior.

Miguel Angel Russo chegou. Após uma passagem ruim pelo San Lorenzo, que incluiu a eliminação da equipe na primeira fase da Libertadores 2009, a carreira de altos e baixos do treinador, assume o Racing pela primeira vez em sua carreira.

Um treinador versátil e experiente-já passou por nove clubes distintos- foi a opção. Russo foi campeão argentino com o Vélez Sarsfield, salvador do Rosário Central que flertava com a segundona e campeão da América com o Boca Juniors, em 2007.Ainda sem tempo para dar conjunto à equipe deixada por Vivas, estreará neste final de semana contra seu ex-clube, o San Lorenzo e dias depois enfrentará o rival Independiente.

Com a postura de quem sabe lutar pelo título e também manter a esperança diante de situações complicadas. Russo era o que necessitava o clube de Avellaneda, um time com possibilidades de subir na tabela e habitar as primeiras posições, mas também de sofrer até a última rodada para manter os pontos que tem de vantagem em relação ao Gimnasia na briga pela permanencia. O “novo Racing” não foi de Llop, nem de Lombardi e nem de Vivas, mas pode ser de Russo.

O pesadelo

Verón culpou o setor defensivo. Outros, a falta de concentração de todo o time. De qualquer maneira, a goleada por 4 a 1 sofrida pelo Estudiantes contra o Allianza Lima com o hattrick Wilmer Aguirre, na provavel melhor partida de sua carreira, colocou em xeque a defesa mais consolidada do futebol argentino e deu um “choque de realidade” no campeão da América.

Foi uma goleada justa, principalmente pela exibição irretocável da equipe peruana, que neutralizou as jogadas de Verón e de todo o time de La Plata, com uma pressão intensa.

Os escolhidos

Maradona fez a penúltima convocação da seleção argentina antes da Copa do Mundo da Africa do Sul e garantiu: Metade do plantel selecionado para o amistoso contra a Alemanha vai para o Mundial. Os escolhidos:

Goleiros: Romero e Andújar

Defensores: Burdisso, Samuel, Otamendi, Demichelis, Heinze, Clemente Rodríguez.

Meio-campo: Verón, Mascherano, Bolatti, Di María, Jonás Gutiérrez, Pastore, Dátolo.

Atacantes: Higuaín, Messi, Agüero, Tevez, Diego Milito.

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Equipe Trivela

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