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Corinthians enfrentará o pior Boca da história do Argentino

O Boca Juniors definitivamente não revive seus melhores momentos sob o comando de Carlos Bianchi. Pelo contrário. Sob o comando do treinador que é tratado como uma lenda pelos torcedores, os xeneizes penaram para avançar às oitavas de final da Copa Libertadores. E mais desastroso ainda é o desempenho do time no Campeonato Argentino, onde faz a pior campanha de sua história.

A marca negativa foi registrada neste sábado, contra o Estudiantes. Apesar do peso de sua camisa, os pincharratas ainda não tinham vencido no Torneio Final, após dez rodadas. E comemoraram o primeiro triunfo justamente contra o Boca, com placar de 1 a 0 em La Plata, gol de Maxi Núñez. Tudo bem que Bianchi escalou um time cheio de garotos, já pensando no confronto com o Corinthians no meio de semana. O que não justifica o fracasso.

Com a derrota, os xeneizes igualam seu pior início de campanha no campeonato nacional, ocorrido em 1957. A equipe portenha venceu apenas um de seus 11 jogos na competição, além de ter empatado seis. E o único triunfo veio justamente na primeira rodada, suada, contra o Quilmes. Já entre os vexames estão os 6 a 1 ante o San Martín e o 3 a 1 para o Unión Santa Fé, que até então acumulava um jejum de 26 partidas sem vitórias.

Algumas fatalidades foram determinantes em alguns tropeços, como lesões e erros da arbitragem. De qualquer maneira, não tem como justificar um desempenho tão ruim de um clube do tamanho do Boca Juniors. A prioridade do time, claramente, já é a Libertadores. Mas a queda livre na Argentina pode tornar cada vez mais explosivo o ambiente do clube.

Entre os dois jogos contra o Corinthians pelas oitavas de final da Libertadores, o Boca enfrenta dois clássicos: contra o River Plate e contra o San Lorenzo. Dois confrontos decisivos para colocar ainda mais pressão sobre Bianchi. Embora os xeneizes venham com sangue nos olhos querendo reconquistar a América, os alvinegros têm um time bastante superior – como ficou provado em 2012. Fazendo valer essa superioridade, pode ser até mesmo motivo para uma nova despedida de Bianchi no clube.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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