Argentina

Como Lionel Messi salvou uma senhora de 90 anos do Hamas

Pelo simples fato de ter citado o nome de Lionel Messi durante a invasão à sua casa, Ester Cuño foi liberada pelos terroristas

Herói dentro e fora das quatro linhas: este é Lionel Messi. Mais do que os gols, assistências, lances geniais e títulos, o craque argentino é como um “Deus” para seu povo, sendo reconhecido no mundo todo, por diversas nações. Em Israel, por exemplo, o camisa 10 do Inter Miami, mesmo longe do país, foi responsável por evitar um sequestro. Isso mesmo, um sequestro.

Ester Cuño, uma argentina de 90 anos, estava prestes a ser sequestrada pelo grupo terrorista Hamas, que se encontra em guerra com Israel desde outubro do ano passado. A senhora, no entanto, foi salva após dizer que nasceu no mesmo país de Lionel Messi. Inclusive, assim que citou o nome do capitão e craque da seleção albiceleste, os criminosos não só a liberaram, bem como tiraram uma foto com ela.

Conforme a imprensa argentina, Ester Cuño estava em sua casa quando ela foi invadida de maneira violenta por um grupo armado do Hamas. Em choque e tensa com a postura truculenta dos terroristas, ela só conseguiu dizer que era compatriota de Messi. A ‘estratégia' da idosa funcionou, sua vida foi poupada pelos criminosos e a história ganhou o mundo, sendo contada inclusive no documentário “Vozes de 7 de outubro”.

“Você vem comigo. Tudo vai pegar fogo aqui”, disse um dos integrantes do Hamas para Ester. “Não fale comigo, porque não falo seu idioma. O árabe. E mal falo hebraico. Eu falo castelhano”, respondeu a senhora. “E o que é, Argentina?”, perguntou o terrorista.

“Você gosta de futebol? Eu sou da terra do Messi”, afirmou Ester. “Messi? Eu gosto do Messi”, completou o criminoso, em vídeo divulgado por sites argentinos.

Depois do curto e inusitado diálogo, o integrante do Hamas pegou Ester pelo braço, entregou a arma que portava e pediu para tirar uma foto com a senhora argentina. E, sem fazer mais perguntas e roubar nada da casa, os terroristas foram embora. Oito integrantes da família de Ester foram raptados, sendo seis libertados posteriormente.

— Agora espero que ele (Messi) saiba disso, e se ele souber, foi por causa dele que fui salva. Queria lhe pedi Messi pelos meus dois netos, que estão lá, com os terroristas, que valem ouro para mim, um se chama David e o outro se chame Ariel Cunio, por favor ajudá-los —, suplicou Ester em entrevista ao “Fuente Latina”.

A Guerra Israel x Hamas

No dia 7 de outubro do ano passado, integrantes do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) — desde 2007 no poder da Faixa de Gaza e classificado como organização terrorista pelos Estados Unidos, União Europeia e Israel — realizaram um ataque de proporções gigantescas em território israelita. 1.163 pessoas foram mortas, na maioria civis, e cerca de 250 se tornaram reféns, 130 dos quais permanecem em cativeiro, segundo o mais recente balanço das autoridades israelitas.

Em retaliação, Israel declarou guerra para “erradicar” o Hamas. A resposta dos judeus começou por meio de cortes ao abastecimento de comida, água, eletricidade e combustível na Faixa de Gaza. Na sequência, o país passou a realizar bombardeamentos diários, além de uma ofensiva terrestre ao norte do território, que depois se estendeu ao sul.

A guerra entre Israel e Hamas, que hoje entrou no 155º dia, deixou até o momento mais de 30.800 mortos, 72.298 feridos e cerca de 7.000 desaparecidos soterrados nos escombros na Faixa de Gaza. O conflito sangrento fez também quase dois milhões de pessoas se deslocaram para outros territórios.

Foto de Guilherme Calvano

Guilherme Calvano

Apaixonado por futebol, uniu o amor pelo esporte mais popular do mundo ao jornalismo. Carioca da gema e grande entusiasta da Premier League, cobriu o Flamengo no Coluna do Fla e o Chelsea no Blues of Stamford. Na música, vai de Post Malone a Armandinho. Eclético assim como na área técnica. Afinal, Guardiola e Mourinho são suas referências.
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