Argentina

Com os 7 a 1 sobre o Vélez, Boca aplica sua segunda maior goleada no século e aumenta as expectativas antes do Superclássico

Numa semana em que o River Plate mereceu destaque pela goleada aplicada sobre o Racing na Supercopa Argentina, o Boca Juniors deu seu jeito de alimentar a rivalidade paralelamente. Os xeneizes aplicaram uma goleada histórica neste domingo: dentro do José Amalfitani, enfiaram 7 a 1 sobre o Vélez Sarsfield, pela Copa da Liga Profissional. O resultado ainda teve um caráter especial, no retorno de Carlos Tevez ao time após perder seu pai. Já as estrelas da noite foram os colombianos Edwin Cardona e Sebastián Villa, orquestrando o baile.

Segundo dados do Olé, esta foi apenas a terceira vez que o Boca Juniors aplicou uma goleada nestas dimensões durante as últimas três décadas. Em 2006, os xeneizes atropelaram o San Lorenzo pelos mesmos 7 a 1. Um ano depois, fizeram 7 a 0 sobre o Bolívar pela Libertadores. De qualquer maneira, quase 15 anos já tinham passado desde a última vez que os boquenses haviam pintado o sete no marcador.

O primeiro tempo ainda transmitiu alguma noção de equilíbrio no José Amalfitani. O Vélez exigiu uma boa defesa de Esteban Andrada logo nos primeiros minutos e, depois que Cardona abriu o placar aos 21 cobrando falta, Juan Martín Lucero empatou cinco minutos depois. No entanto, a conexão colombiana começaria a dar certo aos 31. Depois de uma ótima enfiada de Cardona, Villa driblou o goleiro Lucas Hoyos antes de mandar para as redes. A vitória parcial na primeira etapa, garantida por mais uma boa defesa de Andrada, anteciparia o vareio boquense na segunda etapa.

O segundo tempo logo teria mais um gol de Villa, o terceiro do Boca, aos oito. Então, a porteira se abriu. No rebote de uma bola na trave, Gonzalo Maroni guardou o quarto aos 10. Já aos 17, viria o tento de Tevez. O capitão dedicou o lance à avó, depois da morte de Don Segundo, seu pai. Maroni apareceu de novo para o sexto, aos 29, completando uma excelente troca de passes do time. Por fim, Jonathan Campuzano encerrou o placar aos 44, na terceira assistência de Frank Fabra.

“Temos que nos dar conta que somos os bicampeões e que, dentro de campo, precisamos demonstrar isso. Temos que fazer com que nos respeitem mais, por algo saímos campeões. Temos que agarrar a confiança de novo”, comentou Tevez, depois do jogo. “Nem quando ganhamos somos os melhores, nem quando perdemos somos os piores. É preciso ter uma linha e seguir trabalhando. Pensar que podemos ganhar e fazer história com o tricampeonato. Podemos, mas é preciso arregaçar as mangas e correr”.

O mais curioso é que o Boca Juniors não vinha em seu momento mais convincente. Depois de ser eliminado na Libertadores sem ter muitas chances contra o Santos e de conquistar a Copa Diego Maradona, a fase dos xeneizes era morna, com duas vitórias e dois empates desde o início da temporada 2021 neste fevereiro. A goleada por 7 a 1 deixa a equipe em chamas exatamente às vésperas do duelo com o River Plate na Copa da Liga, marcado para o próximo domingo. Os placares elásticos recentes inflam as expectativas para o Superclássico.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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