Argentina

Central sem medo

Sem nenhuma vitória e na lanterna. Assim começou a nona rodada do Apertura para o Rosario Central. Seu próximo oponente seria o rival Newell´s, que estava tendo uma campanha razoável: três vitórias, dois empates e três derrotas. Portanto, os favoritos para o clássico eram os Leprosos. Mas todos nós sabemos dos milagres que costumam ocorrer em jogos desse tipo. No estádio do adversário, o Central venceu pela contagem mínima, com um gol de pênalti do colombiano Arzuaga, aos 29 minutos do segundo tempo. Agora os Canallas não estão mais na última colocação. Quem está lá é o Olimpo, que empatou por 0 x 0 com o Gimnasia La Plata. Além de garantir um triunfo extremamente importante para o Central, o gol de Arzuaga contribuiu para que a rodada fosse a recordista em número de gols dos visitantes: 15.

Pelo que estava acontecendo na competição, o triunfo do Central foi uma surpresa. Se analisarmos o que houve dentro de campo, a surpresa fica ainda maior. Aos 40 minutos da etapa inicial, o Central perdeu Núñez, que recebeu o cartão vermelho. E quando o cronômetro registrava 40 minutos do segundo tempo, foi a vez de Papa ser expulso. O Newell´s ficou com dois homens a mais. Porém, o dia era do Central.

Cobrar o pênalti não deve ter sido uma tarefa fácil para Arzuaga. Não somente pelo fato de o adversário ser o Newell´s. No clássico anterior, o experiente Kily González desperdiçou uma cobrança e o Newell's acabou vencendo por 1 x 0. Em conseqüência deste erro, Kily foi bastante criticado pelos torcedores. Aliás, Kily foi titular no último confronto. Foi substituído aos 34 minutos da etapa final, pouco depois do gol.

Em relação ao ranking do rebaixamento, que leva em conta as últimas três temporadas, o Central também tem motivo para comemorar. O time saiu do grupo dos quatro últimos – dois são rebaixados diretamente e outros dois disputam uma repescagem – e está respirando. Detalhe: uma das equipes que estão nessa faixa perigosa é o Newell´s. Para piorar a situação, o treinador do Newell´s, Pablo Marini, pediu demissão. Seus últimos minutos como técnico foram terríveis. Ele participou de uma coletiva de imprensa após o jogo, entrou no ginásio do clube e viu que lá estavam diversos membros de uma torcida organizada e nenhum policial por perto. Em seguida, se encaminhou ao consultório médico, que separa o ginásio do vestiário. Foi lá que Pimpi, chefe da torcida citada, deu-lhe uma cabeçada. Antes de praticar este gesto violento, Pimpi já havia exigido a renúncia de Marini e dito a ele a seguinte frase: “Quem manda aqui somos nós”. Realmente não havia clima para Marini continuar no cargo.

Nas próximas duas rodadas, o Newell´s não terá vida fácil. Enfrentará dois ‘Juniors’ que estão em ótima fase: o Argentinos (5°) e o Boca (um dos líderes). Já o Central terá pela frente o San Lorenzo (divide o 13° lugar) e o River (3°), ambos considerados grandes.

Vélez na gangorra

O primeiro compromisso do Vélez no Apertura foi contra o Colón, em Santa Fe. Naquela ocasião, o Fortín venceu pela contagem mínima. Aquela foi uma partida atípica do Vélez, que, nas rodadas seguintes, obteve 0% de aproveitamento como visitante. Em casa, pelo menos, seu desempenho tem sido exemplar: quatro vitórias em quatro jogos.

As duas últimas derrotas foram bastante dolorosas. Na sétima rodada, como já dissemos na coluna passada, o Vélez perdeu para o River por 5 x 0. Já no último sábado, o adversário indesejado foi o Racing. A partida teve apenas um gol, marcado por Avalos. O problema é que o gol foi feito aos 46 minutos do segundo tempo. Não bastasse tudo isso, o Racing quebrou um tabu de seis jogos diante do Vélez em torneios nacionais (dois empates e quatro derrotas).

Mesmo vivendo em uma gangorra, o Vélez permanece no grupo das equipes que estariam classificadas para a Libertadores. Atualmente, ocupa o terceiro lugar, junto com o River. Porém, perde nos critérios de desempate. Ambos estão com 15 pontos, quatro atrás dos líderes Independiente e Boca.

LIGERAS

– Na semana que passou, duas rodadas foram realizadas no Apertura: a oitava e a nona. A seguir, vamos falar um pouco sobre algumas partidas da última rodada.

– Em Jujuy, o Gimnasia local e o Argentinos Juniors empataram por 1 x 1. O gol do Lobo foi marcado por Héctor Silva, aos 48 minutos do segundo tempo. Silva havia entrado em campo aos 27 minutos da mesma etapa.

– Outro empate que só foi definido perto do encerramento aconteceu em La Plata. Aos 33 minutos do segundo tempo, o Estudiantes abriu o placar com um gol de Benítez, que também não havia disputado a etapa inicial. O time visitante, o Arsenal, igualou aos 47, através de Ulloa.

– Depois de ficar três partidas sem fazer gol (0 x 3 Independiente, 0 x 1 Gimnasia La Plata e 0 x 1 Boca), o Huracán venceu o San Martín por 2 x 1.

– O Tigre sofreu seu primeiro gol como visitante no torneio. Além disso, perdeu a invencibilidade fora de casa. Quem conseguiu quebrar estas duas seqüências foi o San Lorenzo: 2 x 1.

– Palermo fez quatro gols na vitória de 6 x 0 do Boca diante do Banfield. Quando anotou o quarto, o atacante empatou com Ledesma na artilharia da equipe. Todavia, Ledesma faria depois o último gol dos Xeneizes, através de uma cobrança de pênalti. No intervalo do jogo, disputado no estádio do Taladro, o placar era de 4 x 0.

– Com os dois gols que marcou contra o Colón, Germán Denis chegou aos 11 no Apertura. Ele continua sendo o artilheiro da competição, na qual seu time, o Independiente, é um dos líderes.

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Equipe Trivela

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