Caindo em casa

Nas últimas oito vezes em que atuou como mandante no Apertura 2007, o Tigre obteve sete vitórias e um empate. Esse desempenho foi importante para que o time terminasse na segunda colocação. Já na rodada inaugural do Clausura 2008, a boa fase perto de sua torcida permaneceu: o Tigre derrotou o Gimnasia La Plata por 2 x 1. Porém, foi um jogo bastante duro, apesar de o adversário ter feito a segunda pior campanha no Apertura, ao lado do San Martín. Os visitantes abriram o placar logo aos três minutos do primeiro tempo. Para o Tigre, o cenário começou a melhorar aos 31 da mesma etapa, quando ficou com um homem a mais. Mas foi somente aos 38 e aos 42 minutos da etapa final que a equipe local conseguiu fazer seus dois gols. O torneio teve prosseguimento e o Tigre perdeu para o Independiente, fora de casa, por 4 x 1. De volta à posição de mandante, o Tigre, enfim, viu sua invencibilidade ir embora. Aquela mesma invencibilidade que já havia ameaçado dar adeus na partida contra o Gimnasia. O Tigre foi derrotado pelo Huracán por 2 x 1.
Além de ser amargo, o resultado ocorreu de maneira trágica. O segundo gol do Globo foi anotado aos 41 minutos da etapa final, momento em que o confronto estava empatado. Franzoia foi o autor de ambos os gols do Huracán. Na opinião de Diego Cagna, técnico do Tigre, o que está atrapalhando seu time é a mira do ataque: “Estamos falhando nos últimos metros. Criamos situações e não podemos marcar”.
O reencontro com a derrota em casa não é nada, perto do que viveu o meio-campo Federico Poggi, do Huracán. Ele havia perdido um irmão em um acidente de carro na quarta-feira passada. Poggi declarou que este jogo foi o mais triste de sua vida. Em relação ao fato de ter pedido para ser titular nesta partida, o atleta se justifica: “Sei que ele (seu irmão) gostaria que eu jogasse”.
Desde 2003, apenas 23
Depois de um bom tempo, o River voltou a fazer um gol com a ‘bola rolando’. O adversário foi o San Lorenzo. Atuando no Monumental, os Millonarios ganharam por 2 x 0. Um dos gols, no entanto, foi marcado através de uma cobrança de escanteio. Evidentemente, é preferível anotar gol com a ‘bola parada’ a passar em branco. Todavia, uma hora o River pode ficar previsível. Ou pode, também, ficar sem faltas ou escanteios em determinado dia. Nesse caso, seria necessária uma saída. Do lado do Ciclón é que a situação está preta. Não sai gol nem com ‘bola parada’. Nas duas primeiras partidas na Libertadores e nas três primeiras do Clausura, nenhum jogador alterou o placar. Apenas no empate por 0 x 0 com o Cruzeiro, na competição sul-americana, é que o San Lorenzo conquistou ponto.
Um dos atrativos do clássico entre River e San Lorenzo foi a presença de D’Alessandro, que se reencontrou com o torcedor de sua ex-equipe. As duas partes não se viam desde o dia 6 de julho de 2003, quando o River enfrentou o Racing. Não bastasse ter sido derrotado mais uma vez com a camisa do San Lorenzo, diante do River, no Monumental, D’Alessandro teve que sair de campo aos 23 minutos da etapa inicial, devido a uma contusão na perna direita. Ele até quis permanecer no gramado, mas o treinador Ramón Díaz optou por substituí-lo. Aliás, quando saiu, foi aplaudido por torcedores locais. Como agradecimento, acenou para eles. Isso não agradou a muitos torcedores do San Lorenzo.
O período em que D’Alessandro deverá ficar sem jogar, daqui para frente, é de pelo menos três semanas. Sem nenhum atleta com as características de D’Alessandro no elenco, existe a possibilidade de Díaz mudar o esquema tático. Para encerrar este drama pelo qual está passando o San Lorenzo, temos que lembrar que o seu próximo compromisso no Clausura será contra o Estudiantes, um dos líderes do torneio (junto com o Vélez) e dono de 100% de aproveitamento.



