Argentina

Bou decide clássico em Avellaneda e diz: “Queria sentir como se cala o estádio com um gol”

Independiente e Racing fazem um dos clássicos mais febris do planeta. E neste domingo, o confronto no Estádio Libertadores de América ganhou contornos decisivos. Os dois rivais de Avellaneda se enfrentaram no primeiro dos dois jogos para saber quem ficará com a última vaga argentina na Copa Libertadores de 2016. Por isso mesmo, a torcida roja botou pressão em suas arquibancadas, criando um clima infernal para os rivais. O que não adiantou muito. Mesmo jogando fechada na defesa, La Academia arrancou a vitória por 2 a 0. Terá confortável vantagem para o reencontro no Estádio El Cilindro, no próximo sábado.

O triunfo do Racing se definiu em apenas quatro minutos. O técnico Diego Cocca optou por fechar seu time na defesa e deixar o centroavante Gustavo Bou isolado. Deu certo. Aos 37 do primeiro tempo, um chutão do goleiro Saja acabou desviado de cabeça por Acuña e o artilheiro fez linda jogada individual para abrir o placar. Já quatro minutos depois, o segundo tento saiu em uma cobrança de falta levantada na área, que Óscar Romero completou para as redes. La Academia venceu, mesmo sem jogar melhor, e corroborou as palavras de Cocca após a partida, afirmando que seu time precisava ser contundente, porque sabia que não atacaria muito.

Ninguém foi mais importante na partida que Bou. E, na saída de campo, o centroavante aproveitou para provocar os rivais, quebrando o jejum de 14 anos do Racing sem vencer no estádio do Independiente: “Queria sentir como se cala um estádio visitante quando se faz um gol. Sabíamos que vínhamos em um campo difícil, mas dependíamos de nós. Por sorte, pudemos ganhar. O nosso esquema funcionou muito bem. Tive sorte por me sair bem na jogada do primeiro gol”. Uma noite especial, diante do inferno vermelho nas arquibancadas.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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