Boca Juniors apresenta projeto para a nova Bombonera, ampliando as arquibancadas
Ao longo das últimas eleições presidências do Boca Juniors, a Bombonera foi uma das principais plataformas. As propostas de ampliação do estádio e até mesmo a construção de um novo estavam na pauta dos candidatos. Eleito, Daniel Angelici pretendia o erguimento de uma arena e chegou a adquirir até mesmo um terreno a dois quarteirões do histórico local, mas a oposição à iniciativa tem sido grande. Assim, os xeneizes devem permanecem mesmo no velho estádio, que passaria por uma renovação e seria ampliado. Nesta sexta, surgiram as primeiras imagens do projeto.
Ao longo dos últimos meses, a remodelação da Bombonera contou com diversas propostas – desde o afundamento do campo à construção de um quarto lance de arquibancadas. Já a ideia mais possível foi pensada pelo arquiteto Tomaz Camernik. O esloveno era pupilo de Viktor Sulcic, um dos responsáveis pela construção da Bombonera na década de 1940. Camernik estudou as plantas de seu mestre e apresentou um documento de 79 páginas, sobre o que imagina para a reforma do estádio.
A nova Bombonera teria o seu anel superior completo. Ele derrubaria os atuais camarotes, inaugurados por Mauricio Macri em 1996. A estrutura seria reconstruída, dando base para o restante do anel superior. Desta maneira, o estádio teria sua capacidade elevada de 49 mil para 61 mil espectadores. No entanto, antes de aprovar o projeto de Camernik, o Boca aguarda a proposta que pediram ao arquiteto Uruguaio Rafael Viñoly.
Dentre os problemas para a reforma estaria a invasão pelo alto de parte da Rua del Valle Iberlucea. O setor das arquibancadas se estenderia a 20 metros de altura sobre algumas casas. Caberia ao clube, então, negociar com os moradores. No entanto, estes entraves parecem ser menores. Se não quiser conversar com os vizinhos, o Boca precisará convencer milhares de torcedores sobre a mudança da Bombonera. Uma tarefa bem mais difícil.




