Bianchi e suas contradições

Ele conquistou nove títulos comandando o Boca Juniors. Assim como amigos e também inimigos, como Martin Palermo que recentemente acusou o manager de complicar a renovação de seu contrato. Pouco mais de um ano depois de sua volta, Bianchi enfrentou a saída de dois treinadores (Ischia e Basile) e a suplica dos torcedores para que retornasse ao banco, mas para manter sua decisão de ser manager, ou salvar sua reputação, deixou o clube em que viveu o melhor de sua carreira.
Carlos Bianchi voltou ao Boca por questões políticas. O presidente Ameal precisava ter ao seu lado alguém de prestigio para fortalecer seu governo, herdado com a morte de Pompilio e sem muito apoio politico.
Porém, a capacidade de Bianchi para lidar com questões burocráticas mostrou-se inversamente proporcional as suas habilidades táticas. Ao mesmo tempo que o clube tentava diminuir os gastos para fugir da falência, ele exigiu um salário de 2 milhões de dólares – que depois precisou realmente ser reduzido.
Também com a missão imediata de renegociar os mais altos contratos do time, “el Virrey” declarou que não queria tratar disso com aqueles jogadores que haviam conquistado tantos títulos com ele, caso de Palermo e Ibarra, por exemplo.
Sua chegada também gerou alguns desentendimentos internos, alguns causados por sua inimizade com alguns jornalistas. A sombra de Bianchi que aparecia em qualquer pequeno “fracasso” dos treinadores aumentava- até mesmo alguns treinadores brasileiros, em outro momento,sofreram com isso. Muitos o apontam como a causa principal da renuncia de Coco Basile.
Depois do segundo superclasico do verão, Bianchi declarou que não poderia suportar seguir perdendo para o maior rival. Se despediu como se nada tivesse acontecido e deixando no ar a ideia de que poderá voltar a ser treinador. Assim, seu espírito certamente não parará de pairar pelo clube da Ribeira.
Esperança ou desilusão
Uma derrota em um dos torneios de pré-temporada e o início de dias movimentados. Pouco falta para a estréia no Clausura, diante do Argentinos Juniors, no estádio Diego Armando Maradona e o Boca Juniors já junta os cacos. Alfio Basile e Carlos Bianchi se foram. Restou efetivar o interino Abel Alves.
Fora de mais da metade das partidas do Apertura, apenas uma certeza para a estréia: Juan Román Riquelme volta e será titular. Ao seu lado, um meio campo renovado. No banco, um treinador ainda sem história. O inicio do Torneio Apertura indica que a ausência de Roman, não diminui a dependência de Román.
Jesús Méndez chegou a fazer pré temporada com o Rosario Central. Mas no próximo domingo, já estará entre os 11. Não poderá atuar na posição em que se destacou (pelo meio) e deve aparecer pela direita. Aliás, a contratação do jogador foi praticamente uma ordem de Riquelme “ O camisa cinco do Central é o melhor jogador do camnpeonato”, disse o camisa 10, durante a disputa do Apertura.
Para o centro, Abel Alves escolheu Gary Medel e para a esquerda, Cristian Erbes é a aposta das categorias de base do clube, na tentativa do novo treinador de impor seu estilo, na melhor oportunidade de sua carreira. No ataque, podemos esperar Martín Palermo ao lado de Nicolás Gaitán.
Uma equipe cobrada por sua ausência na Libertadores, pela falta de títulos nos últimos tempos. O ano de 2010 para o Boca é sem garantias.
As ultimas horas
Nesta quinta-feira, foi encerrado o período de contratações do clubes argentinos para o primeiro semestre de 2010. Nas ultimas horas de janela, o Huracan trouxe Balvorin, um atacante uruguaio de 32 anos, o Globo já havia acertado a vinda de Machin, Peralta e Franzoia.
O campeão Banfield também aproveitou os minutos finais para trazer o meio-campista uruguaio Matias Cardaccio. de 22 anos. que estava no Milan e foi emprestado por um ano ao Globo.
O jovem uruguaio começou sua carreira no Nacional de Montevideo e disputou o Mundial Sub 20, em 2007, com a seleção celeste. Vestiu também a camisa da seleção principal uma vez.



