Argentina

Batistuta questiona Higuaín na seleção e propõe: “Por que não dar uma chance a Icardi?”

Gabriel Omar Batistuta está na história da seleção argentina. Por mais que tenha sido ultrapassado por Lionel Messi na artilharia da Albiceleste, a adoração pelo Batigol permanece. Foi o protagonista dos últimos títulos do país na Copa América e protagonizou o time em três Copas do Mundo. Sua média, de 0,7 gols por jogo, permanece como a melhor dos últimos 50 anos com a camisa da Argentina. Não à toa, para muitos torcedores, se houvesse alguém com a voracidade do veterano vestindo a 9, as frustrações recentes não teriam acontecido.

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As comparações frequentes são com Gonzalo Higuaín, seu herdeiro no comando de ataque e responsável por alguns dos gols perdidos mais dolorosos aos argentinos. E, nesta quarta, Batistuta deu sua opinião sobre o atacante da Juventus. O velho ídolo não deixou de elogiar as qualidades do sucessor, mas também questionou o seu rendimento. Além disso, opinou que há outro nome capaz de saciar as necessidades da Albiceleste: Mauro Icardi, negligenciado por Edgardo Bauza e que já não tinha muito espaço com Tata Martino – ao que tudo indica, por razões extracampo.

“A camisa 9 tem que ser daquele que faz gols. Gosto muito de Higuaín, mas lamentavelmente nas últimas partidas não rendeu na seleção como está fazendo na Europa. Vem jogando muito bem para que a Juve leve mais um título, mas, se tem que descansar, por que não dar uma chance a Icardi e olhar a outro lado? Isso é uma seleção, não um clube, e é preciso aproveitar o momento”, comentou Batigol, em entrevista ao canal TyC Sports.

Batistuta também aproveitou para alfinetar Bauza e suas decisões: “Para mim, essa história de bancar alguém até a morte é velha. E é uma história que não deu muitos resultados. Não precisamos ir à Europa para vermos exemplos. O Brasil não ganhava nada com o Dunga e os jogadores pareciam assustados. Não parecia o Brasil. Puderam mudar, o novo técnico veio, fez as suas mudanças e se classificou tranquilo, dando baile em muitas equipes grandes. Se dá para fazer, é preciso querer fazer e botar ordem na casa, nada mais. O nosso grande problema é que as coisas que precisam ser mudadas podem ser feitas, mas não são. Isso é que me deixa na bronca. Não precisa esperar nenhum milagre, só tem que se organizar e querer fazer”.

Desde 2014, Higuaín marcou 11 gols em 34 jogos pela seleção. Na Copa do Mundo, só balançou as redes uma vez, contra a Bélgica, mesmo entrando em campo em todas as partidas. Em compensação, por seus clubes, anotou 93 tentos em 144 aparições nas últimas três temporadas, com uma média duas vezes maior. Já Icardi, embora não seja tão efetivo pela Internazionale no período referido (com 65 gols em 117 jogos), está à frente na artilharia da Serie A, com um tento a mais, 20 no total.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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