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As imagens da celebração do River Plate, legítima e que não se usurpa, nas ruas de Buenos Aires

Por todas as circunstâncias que marcaram esta final da Libertadores, e cuja a responsabilidade recai a diferentes esferas do poder, o River Plate não teve o direito de jogar diante de sua torcida. A incompetência geral foi sacramentada pela falência da Conmebol, ao delegar a organização do torneio aos espanhóis. Os millonarios, em vários momentos, pareceram atuar com a torcida contra si na partida em que todos eram visitantes no Santiago Bernabéu. Mesmo assim, venceram. E a comemoração legítima, a aguardada, aconteceu a dezenas de milhares de quilômetros de distância, em Buenos Aires. O vermelho e o branco tomaram diferentes pontos da cidade, em especial o Monumental de Núñez e o Obelisco. Não se evitou novos confrontos com a polícia, infelizmente. Porém, a euforia dos 60 mil no cartão postal da capital marcam bem mais. É a cena que deveria ser à beira do campo e não foi.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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