Argentina

Advogado de Lavezzi fala pela primeira vez sobre diagnóstico do craque argentino

Ex-jogador da seleção argentina sofre com transtorno chamado hipomania, associado à bipolaridade, e tem sintomas como agressividade e impulsividade

Internado desde o começo de janeiro em uma clínica psiquiátrica de Buenos Aires, Ezequiel Lavezzi, ex-jogador da seleção argentina, foi diagnosticado com hipomania. A informação foi confirmada pelo advogado de Lavezzi, Mauricio D’Alessandro nesta semana.

– Trata-se de um transtorno crônico do estado anímico, que pode levar a pessoa a se mutilar. Ele já tinha sofrido consequências dessa patologia no passado – afirmou o advogado.

A hipomania é um transtorno mental associado à bipolaridade, que causa energia em excesso, impaciência, agitação, agressividade e impulsividade. Os episódios da enfermidade costumam durar dias ou semanas. Por isso, a internação foi a melhor opção para que Lavezzi não se colocasse em risco.

O ex-atacante de 38 anos, que passou por PSG e Nápoles, pendurou as chuteiras em 2019 e, desde então passou a exibir um comportamento errático, inclusive nas redes sociais. O próprio Lavezzi havia admitido, em entrevista ao canal de televisão argentino ‘El Trece’, a necessidade de pedir ajuda depois de sofrer um grave ferimento no abdômen e quebrar a clavícula, no fim do ano passado.

D’Alessandro relembrou o episódio que culminou com a internação do cliente em uma clínica psiquiátrica.

– Ele começou a gritar de madrugada e a dizer que havia gente em casa. O irmão procurou por todo o lado e não encontrou ninguém, mas viu uma tesoura próxima dele. Lavezzi insistiu que havia um invasor. Àquela altura, ele entrou em estado de tensão e ficou agressivo. O irmão tentou contê-lo, e os dois caíram no chão. Ao cair, Lavezzi sentiu uma dor aguda. Ele sofreu uma perfuração leve da tesoura – explicou o advogado do ex-jogador.

Lavezzi lida com transtorno mental

Segundo o advogado, os problemas do ex-jogador não são derivados do “consumo excessivo” de álcool. Na semana passada, o ex-jogador havia concedido entrevista ao jornalista argentino Matías Vásquez e negou o abuso de drogas ou outras substâncias, mas admitiu que passou dos limites com seus hábitos. Por conta disso, ele concordou com a intervenção.

– É difícil, mas tenho de fazer isso, tenho de mudar a minha vida, os meus hábitos. Tenho de fazer tudo isso pelo meu filho. Fui longe demais. Tentei me curar na casa de Pilar, mas não consegui. Não tive escolha a não ser vir para cá – afirmou Lavezzi.

Lavezzi pediu ajuda logo depois de retornar em avião médico à Buenos Aires, de Punta del Este, no Uruguai, onde ficou internado após o episódio agressivo que teve com o irmão. Na sequência, ele deu consentimento para que a família o ajudasse a iniciar o tratamento. Ele foi transferido para uma clínica especializada em psiquiatria e saúde mental. Desde então, não recebeu visitas e nem deixou o local.

El Pocho, como é conhecido, completará 39 anos em maio. Ele se aposentou do futebol em 2019. Ao longo de sua carreira, que começou no Estudiantes, Lavezzi também passou por San Lorenzo, Napoli e Paris Saint-Germain, pelos quais teve atuações brilhantes. Além disso, o atacante teve uma longa passagem pela seleção argentina, foi vice-campeão da Copa do Mundo de 2014 no Brasil e levantou duas taças da Copa Centenário, em 2015 e 2016.

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