Argentina

A mudança na data das finais da Libertadores não agradou nem um pouco a Superliga Argentina

A Conmebol anunciou nesta quinta-feira que as decisões da Copa Libertadores acontecerão excepcionalmente no final de semana. Por conta da reunião do G-20 em Buenos Aires, a confederação sul-americana remanejou as datas, de 7 e 28 de novembro para 10 e 24 do mesmo mês, dois sábados. A mudança, contudo, pode não ser tão simples quanto parece. Por mais que Boca Juniors e River Plate tenham concordado, faltou conversar com a Superliga – a responsável pela organização do Campeonato Argentino. A entidade emitiu um comunicado criticando a Conmebol.

A reclamação foi assinada por Mariano Elizondo, presidente da Superliga. Ele enviou uma carta formal à AFA, solicitando a intervenção da federação sobre o assunto. Segundo a entidade, as mudanças provocarão um impacto grande no Campeonato Argentino. Além disso, há um incômodo pela maneira como a Conmebol agiu de maneira unilateral, sem consultar outras partes interessadas no remanejamento. Dizem que há uma “gravíssima distorção” na competição nacional, que precisaria postergar várias partidas. Compromissos comerciais e televisivos seriam violados com a transferência.

“Solicito, em virtude de todo o exposto, que se disponha o necessário para que a Conmebol reveja a mudança das datas, para que não batam com o calendário local. Caso a Conmebol insista, solicitamos que se convoque a Superliga, assim como a AFA e os clubes, para as conversas relacionadas à programação”, aponta a nota.

A Superliga ainda argumenta que a mudança da data colide com o regulamento da própria Libertadores, no artigo em que garante o respeito aos torneios locais. Cabe dizer, entretanto, que o pedido para a alteração das datas por conta da reunião do G-20 foi encabeçado pelo próprio governo argentino. Há medidas de segurança especiais a serem adotadas em Buenos Aires e isso interferiria o planejamento ao Boca x River. Mais uma queda de braço à Conmebol.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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