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A outra paixão paisa: Independiente Medellín fez mosaico pulsante no retorno à Libertadores

A torcida do Atlético Nacional reforçou, nos últimos anos, a fama como uma das mais apaixonadas da América do Sul. As grandes campanhas nas competições continentais evidenciaram o fanatismo dos verdolagas, assim como a mostra gigantesca de solidariedade em relação à Chapecoense. No entanto, o amor à camisa não é exclusividade do lado alviverde da cidade. A rivalidade com o Independiente Medellín também se trava nas arquibancadas, algo sempre visto nos clássicos disputados no Estádio Atanásio Girardot. E que ganhou espaço na Copa Libertadores nesta quarta. O DIM retornou ao torneio após sete anos e sua hinchada promoveu um belíssimo recebimento.

Os 40 mil presentes nas arquibancadas, que não se afugentaram nem com a tempestade que caía, fizeram um mosaico diferente na Colômbia. O desenho pulsava. Enquanto as faixas em azul e vermelho se mantinham, os símbolos apareciam e sumiam. Os torcedores exibiam a sigla do DIM, o ano de fundação, estrelas e um mapa da América do Sul. Desejo de boa sorte antes do confronto difícil diante do River Plate, na estreia de ambos pela fase de grupos.

Quando a bola rolou, porém, o Independiente Medellín acabou derrotado. Os argentinos anotaram 3 a 1 no placar, em partida que chegou a ser interrompida por 26 minutos pela chuva torrencial que castigava o gramado. Lucas Alario, Sebastián Driussi e Lucas Martínez marcaram os gols do River, enquanto Juan Fernando Quintero descontou nos minutos finais. O duelo ainda contou com decisões contestáveis da arbitragem, especialmente nos pênaltis assinalados para os dois times e na opção por paralisar o embate, quando as condições do terreno já eram ruins desde o início.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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