Alemanha

Zé Roberto dá conselhos para Bayer Leverkusen superar crise após era Xabi Alonso

Finalista da Champions League pelos Werkself, ex-jogador brasileiro concedeu entrevista à Trivela e analisou situação do clube alemão

Com Xabi Alonso no comando, o Bayer Leverkusen não só quebrou a hegemonia do Bayern na Alemanha, como também vivenciou o melhor período de sua história. Entretanto, com a saída do treinador espanhol para o Real Madrid, os Werkself já enfrentam seus primeiros obstáculos.

Após apenas duas rodadas na Bundesliga, o Bayer Leverkusen decidiu demitir Erik ten Hag, contratado em julho para substituir Alonso. Agora, o clube alemão volta ao mercado para encontrar um novo treinador que seja capaz de dar continuidade ao legado do espanhol.

Um dos responsáveis por levar o Bayer Leverkusen à final da Champions League 2001/02, Zé Roberto concedeu entrevista à Trivela e revelou como a diretoria deve lidar com os passos após a vitoriosa “era Xabi Alonso”.

Zé Roberto defende que Bayer Leverkusen precisa de tempo

Zé Roberto, ex-jogador do Bayer Leverkusen (Foto: Imago)
Zé Roberto, ex-jogador do Bayer Leverkusen (Foto: Imago)

— O Xabi Alonso era um ponto fundamental daquela temporada vitoriosa que teve o Leverkusen.

Foi assim que o ex-meia brasileiro resumiu a importância do treinador para os Werkself. Zé Roberto, que estava falando em nome da “bet365” — Parceiro Global Oficial da Uefa Champions League –, acredita que o Bayer Leverkusen precisa de tempo para se adaptar à nova realidade.

Mais do que sequência para o sucessor do espanhol, o ex-jogador também destacou que a base da equipe foi desmantelada nesta janela de transferências. Nomes de peso como Jonathan Tah e Florian Wirtz deixaram o clube rumo a Bayern e Liverpool, respectivamente.

“Perdeu peças importantes. Vai precisar recompor e o time encontrar o padrão de jogo do novo treinador. E isso leva tempo, chegar no nível que o Leverkusen chegou”, começou Zé Roberto.

— Teve essas baixas, eu acho que vai levar um tempo para voltar a tentar ter um padrão de jogo e conquistas importantes como teve temporadas passadas.

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Não foi só Xabi Alonso que saiu

Wirtz em amistoso pelo Liverpool (Foto: Imago)
Wirtz em amistoso pelo Liverpool (Foto: Imago)

Do time base que foi campeão da Bundesliga, da Copa da Alemanha e da Supercopa da Alemanha, oito jogadores deixaram o Bayer Leverkusen nas últimas semanas. Os Werkself contrataram reposições, porém, a mudança brusca no elenco significa que a busca por entrosamento continua.

Homens de confiança de Xabi que deixaram Bayer Leverkusen

  • Florian Wirtz — Liverpool
  • Jonathan Tah — Bayern de Munique
  • Jeremie Frimpong — Liverpool
  • Odilon Kossounou — Atalanta
  • Granit Xhaka — Sunderland
  • Lukas Hradecky — Monaco
  • Victor Boniface — Werder Bremen
  • Piero Hincapié — Arsenal

Crise no Bayer Leverkusen

Erik ten Hag deixa Bayer Leverkusen (Foto: Imago)
Erik ten Hag deixa Bayer Leverkusen (Foto: Imago)

O Bayer Leverkusen confiou seu projeto a ten Hag, que assinou um contrato de dois anos. Entretanto, a passagem do técnico neerlandês foi interrompida após apenas dois meses, já que os Werkself optaram pela troca de comando nesta segunda-feira (1).

Erik ten Hag comandou o Bayer Leverkusen em três jogos oficiais: uma vitória por 4 a 0 sobre o Grossaspach — da quarta divisão –, pela Copa da Alemanha; um empate por 3 a 3 com St. Pauli e uma derrota para o Werder Bremen por 1 a 0 — ambas pelo campeonato nacional.

O treinador de 55 anos agora é dono da demissão mais rápida da história da Bundesliga. Ao site do Bayer Leverkusen, o diretor administrativo Simon Rolfes admitiu que “ninguém queria dar esse passo” ao optar pelo interrompimento do trabalho do neerlandês, que acumulou polêmicas nos bastidores.

O estilo de jogo conservador, em contraste com a abordagem ofensiva de Xabi Alonso, desagradou parte dos jogadores, segundo a “ESPN” inglesa.

Ten Hag, por sua vez, criticou os dirigentes por tomar essa decisão em comunicado. O técnico neerlandês se mostrou surpreso com o desligamento no cargo e classificou o processo do Bayer Leverkusen como “algo sem precedentes”.

— Comecei este trabalho com total convicção e energia, mas infelizmente a gerência não estava disposta a me conceder o tempo e a confiança de que eu precisava, o que lamento profundamente. Sinto que esta nunca foi uma relação baseada em confiança mútua.

Foto de Matheus Cristianini

Matheus CristianiniRedator

Jornalista formado pela Unesp, com passagens por Antenados no Futebol, Bolavip Brasil, Minha Torcida e Esportelândia. Na Trivela, é redator de futebol nacional e internacional.

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