Alemanha

Wolfsburg foi corajoso e mais uma vez soube neutralizar o Bayern para vencer a Supercopa

O torcedor do Bayern de Munique levou um baita susto no começo do ano. Estava convencido que seu time era o melhor da Alemanha e conquistaria o título com sobras. Foi o que aconteceu, mas ser goleado pelo Wolfsburg, por 4 a 1, não estava nos planos. O time que terminou em segundo na Bundesliga soube, naquele jogo, neutralizar o gigante treinado por Pep Guardiola e foi muito eficiente nos contra-ataques. A mesma estratégia foi repetida neste sábado, na Volkswagen Arena, e desta vez valeu o título da Supercopa da Alemanha, nos pênaltis, após empate por 1 a 1 no tempo regulamentar.

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As partidas entre Bayern e Wolfsburg costumam ser interessante pelo encaixe dos dois jogos. Guardiola quer a posse de bola, a paciência, a busca incessante pelos espaços. E o Wolfsburg também sabe esperar. Permite que o adversário conduza a partida apenas para dar os botes. Sofre riscos dessa forma e poderia ter perdido no tempo normal. Mas também ameaça quando aproveita a linha defensiva avançada do adversário. Tudo depende de quem for mais competente.

O Bayern de Munique foi boa parte da primeira etapa. Douglas Costa conseguiu a primeira boa jogada ao receber lançamento na ponta direita e cruzar, mas Xabi Alonso errou o chute no rebote. O placar quase foi aberto em uma cobrança de escanteio em que a bola sobrou para Boateng acertar o travessão. Era o senhor da partida até aquele momento, sem ser contra-atacado pelo Wolfsburg.

Mas os donos da casa estavam espertos. Aguardavam a chance. O primeiro lançamento foi cortado por Neuer, como líbero. Vieirinha caiu pela direita, em cima de Alaba e sem a marcação de Douglas Costa, para cruzar. O goleiro do Bayern de Munique não esperava o desvio sutil e sem querer de Benatia e quase foi surpreendido, mas fez uma grande defesa.

A melhor chance do Wolfsburg no primeiro tempo veio também em um lançamento. Da zaga, Naldo enviou Kevin de Bruyne para a entrada da área, aproveitando que a defesa do Bayern estava quase no meio-campo. Neuer, mais uma vez, saiu do gol para cortar, mas o belga já estava preparado para lidar com isso. Com a cabeça, chapelou o melhor goleiro do mundo e ficou com o gol livre. Mas tentou bater por cima e perdeu a oportunidade de abrir o placar.

Durante boa parte do segundo tempo, a partida ficou escassa de grandes chances de gol, uma vez que o Bayern passou a ter ainda mais paciência e restava ao Wolfsburg buscar o empate. Em outro passe em profundidade, De Bruyne achou Dost na cara de Neuer. Livre, o holandês poderia ter finalizado bem melhor do que nas mãos de Neuer. Foi uma excepcional e quase única oportunidade para o vice-campeão da Bundesliga empatar.

Isso até os 43 minutos do segundo tempo. Novamente nas costas de Alaba, De Bruyne recebeu lindo passe de Guillavogui, que foi titular no lugar de Luiz Gustavo, que estava na escalação inicial, mas acabou barrado por lesão. O líder de assistências da temporada passada, com 20, já deu a sua primeira ao cruzar no pé de Bendtner, que se antecipou a Boateng e venceu Neuer.

Não deu tempo para mais nada. A Supercopa da Alemanha foi decidida nos pênaltis. Todos os cobradores tiveram muita calma e técnica para bater, exceto Xabi Alonso, um dos melhores cobradores em campo. Ele talvez tenha cobrado com calma demais, porque a bola saiu fraca, e Casteels conseguiu defender. Com isso, o Wolfsburg ganhou seu primeiro título de Supercopa da Alemanha, um prêmio merecido para o time que soube neutralizar o Bayern de Munique.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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