Alemanha

Waldhof Mannheim colocou 25 mil no estádio e fez esse mosaico fantástico na quarta divisão alemã

O domingo contou com o início de uma das disputas mais bacanas do futebol alemão: o acesso na Regionalliga, equivalente à quarta divisão do campeonato nacional. Os cinco campeões das ligas regionalizadas se classificam aos playoffs, assim como o segundo colocado de melhor campanha. Então, são três confrontos diretos valendo vaga na terceirona, em jogos de ida e volta. E, nesta temporada, algumas camisas tradicionais participam da competição.

Vice-campeão da Recopa Europeia em 1981, quando ainda fazia parte do Campeonato Alemão-Oriental, o Carl Zeiss Jena pega o Viktoria Colônia, clube que resgata outras agremiações tradicionais de sua cidade, apesar de ser refundado recentemente. O Unterhaching, presente na elite durante a virada do século, encara o ascendente Elversberg. Já o confronto mais interessante acontece entre o Meppen, que por anos figurou na segundona, e o Waldhof Mannheim. Baseado em uma das 20 maiores cidades do país, os Blau-Schwarz bateram cartão na Bundesliga durante os anos 1980 e revelaram diversos jogadores de seleção – como Karlheinz Förster, Jürgen Kohler e Christian Wörns. Agora, tentam dar um passo a mais na pirâmide, apesar da segunda colocação em seu grupo, e contam com o apoio de sua torcida.

Neste domingo, mais de 25 mil torcedores lotaram as arquibancadas do Estádio Carl-Benz e fizeram uma bonita festa para o Waldhof. O espetáculo teve direito a um mosaico belíssimo, assim como as cores do clube espalhados por todos os cantos. Pena que a equipe não passou do empate por 0 a 0 com o Meppen e terá que resolver longe de seus domínios. Já nos outros confrontos, o Carl Zeiss Jena conquistou um grande resultado ao vencer fora de casa por 3 a 2, apoiado por um número considerável de torcedores em Colônia, enquanto o Unterhaching colocou um pé na terceirona com o triunfo por 3 a 0. Os jogos de volta acontecem entre quarta e quinta-feira.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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