Alemanha

Um fim anunciado

Armin Veh chegou ao Stuttgart após uma trajetória de 16 anos construída em pequenos clubes antes de estrear na Bundesliga, em 2002, no comando do Hansa Rostock. Mas foi em fevereiro de 2006 que o ex-meio campista, que encerrou sua carreira na Bundesliga precocemente após uma fratura, pôde assumir o comando de uma grande equipe.

Veh substituiu Giovanni Trapattoni, que chegou ao clube com a moral de um treinador que acabara de ser campeão português pelo Benfica, mas que acumulava uma seqüência de fracassos à frente do Stuttgart, apenas com o status de treinador promissor que aceitava o desafio de trabalhar com um elenco igualmente inexperiente.

O resultado foi rápido e o melhor possível, o de certa forma inesperado título da Bundesliga da temporada 2006/7 e o vice-campeonato da Copa da Alemanha, após uma derrota por 3 a 2 para o Nürenberg. Armin Veh foi ao mesmo tempo revelação e sensação da temporada.

O título gerou a expectativa de mais um sucesso e o sexto lugar na temporada seguinte, além do retumbante fracasso na Liga dos Campeões, foi apenas frustração para seus torcedores. Na época, já se criava um clima de instabilidade no elenco e apesar de toda gratidão mostrada pelo clube a Armin Veh, a atual temporada começou com indícios de que ele seria responsabilizado caso os resultados não acontecessem, e rápido. A derrota por 4 a 1 para o Wolfsburg foi o fim anunciado.

No dia seguinte a derrota, a demissão do técnico e de seu assistente Alfons Higl foi anunciada e a diretoria já tinha uma solução de emergência. Markus Babbel assumiu o comando da equipe ao lado de Rainer Widmayer, treinador assistente da equipe B, com uma “simples” tarefa: a de trazer de volta o sucesso do time.

Claro que a bronca pelos maus resultados não se limitou ao desempenho do banco de reservas. Os jogadores também foram alertados pela diretoria que exigiu a dedicação de cada um e disto dependerá a permanência de alguns atletas. Mesmo antes de ser demitido, Armin Veh assumiu publicamente que cometeu alguns erros em relação à contratação de alguns jogadores.

Mesmo a dupla Babbel e Widmayer inicia um trabalho sem qualquer garantia. Horst Heldt, diretor de esportes do clube, afirmou que a vaga de treinador está aberta e que apenas resultados garantem o ex-zagueiro da seleção nacional no cargo. Os primeiros testes para a nova (e talvez) temporária comissão técnica serão a Sampdoria, na quinta-feira, pela Copa Uefa e o Schalke, no domingo, em Stuttgart.

Com um campeonato comprometido e uma missão nada fácil, Babbel dá seu primeiro passo como treinador no clube que defende desde 2004. O futuro apenas gols, comemorações nas arquibancadas e um pouco de dedicação poderão definir.

O futuro de Podolski (mais uma vez…)

Nem o apelo de parte dos torcedores e nem o voto de confiança dado pelo técnico Jurgen Klinsmann deverá impedir que Podolski deixe o Bayern de Munique na janela de transferências do inverno europeu.

O jogador confirmou que, apesar de seu contrato ir até 30 junho 2010, ele não deseja permanecer no Bayern. Mas a decisão de Poldi, pelo menos por enquanto, pode não ser respeitada. Pouco depois, o técnico Klinsmann proibiu a saída do atacante “Vamos para a segunda parte da temporada com no mínimo quatro atacantes, e um destes quatro é Podolski”.

Podolski transferiu-se do Colônia ao Bayern em 2006, por 10 milhões de euros e o clube é um dos mais interessados na contratação do jogador. A falta de capacidade de devolver o investimento dos bávaros atrapalha (e muito) o negócio. Borussia Dortmund parece também demonstrar interesse em ter o jogador na segunda metade da temporada.

Até a última rodada, Podolski marcou apenas três gols. Até quando o “queridinho” da Nationalelf será contrariado?

Um teste real

Mesmo com poucos titulares em campo, Alemanha e Inglaterra fizeram um bom jogo no Olympiastadion, em Berlim. E apesar da vitória por 2 a 1 dos visitantes garantida por John Terry, alguns testes foram importantes para futuras decisões do treinador.

O primeiro gol inglês aconteceu graças a uma preocupante falha do goleiro René Adler que só confirmou que a posição ainda não está definida. Na segunda etapa, Tim Wiese assumiu a meta e realizou defesas importantes.

Joachim Löw não hesitou em experimentar possibilidades. Primeiramente em campo no 4-4-2 com dois volantes (Rolfes e Jones), no segundo tempo a opção foi o 4-1-3-2, mantendo Rolfes e colocando três meias Trochowski, Schweinsteiger e Marko Marin.
 

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Equipe Trivela

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