Se depender da vibração do Hamburgo e de sua torcida, o relógio não para

Que o Hamburgo vai sofrer em mais uma temporada, a torcida já está sabendo faz algum tempo. O mercado trouxe pouquíssimas contratações de real peso, enquanto a eliminação na Copa da Alemanha para um time da quarta divisão e a goleada para o Bayern de Munique na estreia da Bundesliga foram baques para deixar o clube com os pés no chão. No entanto, ainda assim os alviazuis sonham. Se não é mais com o título, que seja pelo menos com uma campanha mais tranquila, ou com a permanência na primeira divisão mais uma vez. Uma fé evidenciada neste sábado, no primeiro jogo do clube em casa. Em uma partida dramática contra o Stuttgart, os Dinossauros venceram de virada por 3 a 2, com um gol aos 43 do segundo tempo. Parecia até mesmo que tinham ganhado o campeonato.
Durante o primeiro tempo, o Stuttgart chegou a indicar que frustraria o Hamburgo sem muitos problemas. Ginczek marcou dois gols que deixaram a defesa vendida, enquanto Ilicevic tinha deixado o time da casa no jogo. Entretanto, o panorama mudou totalmente no início da segunda etapa. Klein recebeu dois cartões em menos de dois minutos, o que abriu o caminho para a reação dos hamburgueses. Bruno Labbadia colocou o time para frente e o empate saiu aos 39, com Lasogga. Pouco depois, Olic não alcançou uma bola na pequena área, que daria a virada. Só que ela viria mesmo assim, aos 43. O próprio Lasogga iniciou a jogada que terminou no tento do zagueiro Djourou, como um atacante no desespero. Valeu o alívio.
Mais impressionante e decisiva foi a postura da torcida do Hamburgo nas arquibancadas. Ajudou o time crescer e empurrou demais durante os minutos finais. Não à toa, a vibração tomou conta da atmosfera após o apito final. Em um início de temporada tão sofrível, a vitória emocionante serve para libertar o grito da garganta. E para ressaltar o peso que os torcedores alviazuis têm dentro de toda a tradição do clube.
Por enquanto, o relógio da Imtech Arena continua rodando. É o que esperam os Dinossauros mais uma vez, ao final da temporada. Só que, para isso, o time dependerá de um esforço tão grande quanto o visto neste sábado, para superar suas próprias forças. E a torcida servirá como um ponteiro, para que os segundos nunca parem de alimentar os anos ininterruptos na primeira divisão alemã.



