Alemanha

Poucas esperanças

Passaram-se 15 rodadas e se na parte de cima da tabela a recente disputa entre o Bayern de Munique, maior vencedor da história da Bundesliga e o estreante Hoffenheim promete valorizar as próximas rodadas, o grupo de equipes que lutam para escapar do rebaixamento parece caminhar rápido para uma definição. Entre os times, o Borussia Mönchengladbach dá indícios de que dificilmente permanecerá na elite.

Esta possibilidade se aproximou ainda mais da realidade na última rodada. Na partida contra o Energie Cottbus, o Gladbach deixou escapar uma boa chance de conquistar pontos diante de um adversário direto, em seu território. Após um primeiro tempo desastroso, que justificou totalmente a irritação vinda das arquibancadas do Borussia-Park, os “fohlens” demoraram demais para buscar a reação.

Após o jogo, o desalento do grupo ficou evidente e o técnico Hans Meyer apareceu para as entrevistas visivelmente contrariado e fez questão de deixar claro em suas declarações: “Nós falhamos”. Meyer também criticou a maneira como o grupo foi formado para seu retorno a Bundesliga: “Nós temos poucos bons jogadores e isso é culpa do planejamento”.

As reclamações não serviram para amenizar a (pequena) parte da culpa do treinador. Meyer temeu arriscar mesmo jogando em casa. Experimentou dois novos jogadores no setor defensivo, que, no desespero, não deram efeito. Ndjeng substituiu Levels pelo lado direito e Voigt teve pouca liberdade pela esquerda. O papel de Paauwe era deixar o meio campo mais protegido, o que não foi o bastante para segurar a boa fase do atacante Dennis Sorensen.

Meyer assumiu a equipe após a saída, já no início da temporada, do técnico Jos Luhukay e provavelmente a permanência do treinador depende da chegada de dois ou três reforços na próxima janela de transferências, o que pode sim, trazer algum tipo de motivação. Porém, a queda para o 17° lugar, apenas à frente do Karlsruher, posição que não deve sofrer muitas alterações até lá, pode fazer com que a permanência de Marko Marin, um dos mais promissores jogadores da Alemanha, torne-se ainda mais difícil.

São pouco animadoras as perspectivas para tradicional (e simpático) Borussia Mönchengladbach. E como costuma se dizer no antigo chavão futebolístico o sinal vermelho, ou a “Rote Laterne” , como preferem os alemães, está acesa.

Hoffenheim: melhor ?

Na próxima rodada, Bayern de Munique e Hoffenheim protagonizam o confronto que contará com todos os elementos que prometem um bom jogo: equipes ofensivas (juntas, as duas equipes já balançaram as redes adversárias 75 vezes), que brigam pela liderança da competição, jovens treinadores em busca de afirmação e claro, a luta entre o tradicional e poderoso contra o “atrevido” emergente.

Mas se o Bayern tem décadas e mais décadas de história ao seu lado, o atual momento de euforia é mesmo da equipe comandada pelo técnico Ralf Rangnick.

Se Vedad Ibisevic, com 17 gols marcados em 15 jogos superou Gerd Muller, o Hoffenheim não é o único time que subiu para a primeira divisão que poderá comemorar o título ao final da temporada já que o Kaiserslautern já conseguiu o feito em 1998.

Fatos só servem mesmo para “apimentar” a partida mais esperada da primeira parte do campeonato.

Stuttgart respira

Mario Goméz desfalcará o Stuttgart na partida contra o Energie Cottbus, no próximo domingo. O atacante, que esteve presente em todos os jogos da temporada, sofreu uma ruptura muscular na vitória por 2 a 0 diante do Schalke, resultado que intensificou a crise dos Azuis Reais.

A equipe agora comandada por Markus Babbel fez uma boa partida e deu mostras de que irá reagir na competição. Jens Lehmann foi o destaque da partida.

A ausência de Gómez abre espaço para que Cacau seja o companheiro de ataque de Ciprian Marica. O brasileiro anda em baixa no clube.

Busca pelo salvador

Atual lanterna da competição, o Karlsruher tenta encontrar algumas possibilidades para uma reação na segunda parte da temporada. A equipe necessita de reforços em quase todas as posições, mas a situação financeira da equipe não permitirá tantas contratações.

O diretor do clube, Rolf Dohmen garante que está estudando todas as indicações, mas que o clube agirá com cautela. Entre os nomes citados como possíveis reforços estão: Giovanni Federico (Borussia Dortmund), Marco Engelhardt (Nurenberg) e Mario Eggimann (Hannover).

Entre as carências do clube a maior é o ataque: o KSC marcou apenas 14 gols na temporada e sofreu 28. Para reforçar o setor Theofanis Gekas do Bayer Leverkusen é a prioridade e Sascha Rösler, do Borussia Monchengladbach, uma opção.

Se a perspectiva do time não é nada boa, o técnico Edmund Becker parece estar muito seguro no cargo. Dohmen confirmou que o treinador será mantido nem que a disputa da temporada que vem seja na segunda divisão.
 

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