Políticos alemães são julgados por racismo contra jogador

O líder do partido Partido Nacional Democrata Alemão (NPD), considerado neonazista, e outros dois membros serão julgados nesta terça-feira, por incitação racismo e difamação, através de um panfleto que circulou durante a Copa do Mundo de 2006, na Alemanha.
O panfleto insinuava que o jogador Patrick Owomoyela, de mãe alemã e pai nigeriano, não merecia atuar pelo país. Na foto, a jaqueta tradicional da seleção com o número 25 – que Owomoyela vestia – com a frase: “Branco, não só a cor da jaqueta! Por um time realmente NACIONAL!”.
Udo Voigt, Klaus Beier e Frank Schwerdt foram acusados de incitar racismo e de difamar o jogador através do panfleto. Se considerados culpados, o três deverão pagar uma multa ou pegar até três anos de prisão.
Owomoyela, agora com 29 anos, e a Federação Alemã de Futebol processaram o partido. Em um comunicado na segunda-feira, a federação declarou que estava movendo a ação para combater “campanhas racistas contra jogadores da seleção nacional da Alemanha”.
Na época, a NPD chamou as acusações de “absurdas” e “políticas”, insistindo que o fato de Owomoyela vestir a camisa número 25 era “pura sorte”. A polícia confiscou 70 mil panfletos em uma busca na sede do partido.
Owomoyela agora joga pelo Borussia Dortmund, e não foi convocado para o time nacional em três anos.



