Podolski: “Eu tenho uma relação de amor com a torcida do Colônia. Sou um deles”

Lukas Podolski possui raízes fincadas em Colônia. Nascido em Gliwice, na Polônia, o atacante se mudou para a metrópole alemã quando tinha apenas dois anos de idade. Cresceu em cidades próximas, na Renânia do Norte-Vestfália, e começou sua carreira nas categorias de base do Colônia, aos 10 anos. Enquanto desenvolvia o seu talento, também frequentava as arquibancadas nos jogos dos alvirrubros, fazendo parte da Curva Sul, local onde costumam ficar os ultras do clube. Virou xodó não apenas por ser um prata da casa, mas por representar os próprios torcedores dentro de campo. Assim, escreveu uma história marcante em suas duas passagens pelos bodes.
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Aos 31 anos, Podolski não esconde sua torcida pelo Colônia. E se considera um fanático a mais, por tudo o que construiu por lá. Pela equipe profissional, anotou 86 gols em 181 partidas, de longe o clube no qual possui a trajetória mais revelante, ainda que distante dos títulos na elite. Além de ter recolocado os alvirrubros na primeira divisão em 2005, o atacante também marcou o primeiro gol do Estádio Rhein Energie após sua reconstrução, em 2004.
“Eu tenho uma relação de amor com a torcida do Colônia, acima de tudo. Ela continua, mesmo depois de ter deixado o clube, e não terminará até o dia em que eu morrer”, declarou, em entrevista ao site Faszination Fankurve. “Quando vi a homenagem que fizeram a mim em um bandeirão, eu arrepiei. Acredito não é comum um jogador na ativa ser homenageado assim. Quando eu percebi, dentro de campo, fiquei muito feliz. Sou muito orgulhoso disso”.
Em 2016, Podolski chegou mesmo a participar de um campeonato organizado por torcedores da Curva Sul, usando uma camisa da Wilde Horde (principal grupo de ultras) e dando o pontapé inicial: “Eu não tenho o que esconder, sou um deles. Os torcedores me ofereceram muito, mesmo quando a fase não era boa. Quando eu estou em campo, sinto como se a torcida do Colônia estivesse sempre presente. Por isso que eu acompanhei a competição durante o último ano. Eu não quero fazer média com ninguém, simplesmente gosto de estar com a torcida”.
Perguntado sobre a atmosfera mais fantástica que já presenciou em campo, o atacante não teve muitas dúvidas: “A melhor atmosfera sempre foi a do dérbi entre Colônia e Borussia Mönchengladbach. Eu me lembro do jogo em 2004, o primeiro após a reconstrução do Estádio Rhein Energie. Eu fiz o gol da vitória por 1 a 0. O clima naquele dia era sensacional. Logicamente, os clássicos em Istambul também são muito especiais. Todo torcedor deveria ir a um ao menos uma vez na vida”.
Por fim, Podolski também opinou sobre o uso de sinalizadores nos estádios: “Eu geralmente não tenho nada contra pirotecnia. Isso só se torna um problema se você coloca as pessoas em risco. Todos precisam estar cientes que isso pode ser muito perigoso. Mas eu mentiria se dissesse que não acho que o visual fica legal”. Não será surpreendente se, depois de pendurar as chuteiras, ele volte a frequentar a Curva Sul vez por outra.



