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Perder em casa para o lanterna é o sinal de que o Dortmund precisa rever seus anseios

Quatro rodadas sem vencer. E o sonho da torcida do Borussia Dortmund em reconquistar a Bundesliga se esvai cada vez mais. Os aurinegros sofreram a terceira derrota nas últimas quatro partidas e, desta vez, com requintes de crueldade. Dentro do Signal Iduna Park, o time de Jürgen Klopp concedeu a primeira vitória ao lanterna Hamburgo, que só havia tropeçado no início da campanha e não vencia um jogo fora de casa pela liga desde o primeiro turno da última temporada. Pior mesmo para o Dortmund, que vai ficando pelo caminho: só dois pontos acima da zona de rebaixamento e a dez de distância do líder Bayern de Munique.

Klopp não entrou com aquele que seria exatamente o seu time ideal. Lukasz Piszczek e Ciro Immobile, por exemplo, entraram no time apenas no decorrer do jogo. Para tentar evitar o desastre que se desenhou desde o primeiro tempo. Pierre-Michel Lasogga aproveitou um ataque em velocidade para abrir o placar ao Hamburgo aos 35 minutos. Foi a chave para os visitantes fazerem seu jogo. Muito bem fechados na defesa, poderiam até ter ampliado, não fosse um milagre de Roman Weidenfeller e dois contra-ataques desperdiçados.

Do outro lado, o Dortmund foi muito aquém de seu potencial. Afinal, um time com tantos bons nomes no ataque não pode acertar o gol adversário apenas três vezes em um jogo. É lógico que os desfalques pesam contra, e os lesionados no departamento médico aurinegro são muitos. O problema é que a equipe não tem demonstrado o mesmo nível de concentração na Bundesliga que apresenta na Champions. Uma bipolaridade que já torna o título alemão difícil, mesmo no início da campanha.

Elenco o Dortmund tem para uma guinada na tabela. O problema será depender de tantos tropeços também do Bayern de Munique. Por enquanto, com os pés nos chão, os aurinegros devem traçar como objetivo não mais o título, mas a vaga na Liga dos Campeões. Se tiverem fome o suficiente e souberem contornar os problemas da defesa, que tem sido muitos, dá até para retraçar os planos. Porém, os prognósticos neste momento não são nada bons, ainda mais quando nem os pontos fortes do elenco funcionam.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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