Alemanha

Pausa antecipou os planos, e Bruno Labbadia é o novo treinador do Hertha Berlim

O Hertha Berlim tinha um plano. Após a saída de Jürgen Klinsmann, Alexander Nouri terminaria a temporada e um novo comandante permanente seria anunciado antes da próxima temporada. A pausa do futebol mundial causada pela pandemia de coronavírus abriu um janela no calendário, que fez o clube mudar de ideia e anunciar Bruno Labbadia nesta quinta-feira.

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Labbadia terá a missão de corrigir o rumo do Hertha Berlim, em seu terceiro treinador efetivo nesta temporada, sem contar Nouri, que comandou as quatro rodadas pré-paralisação, com uma vitória, dois empates e uma derrota. Começou com Ante Covic e o trocou por Jürgen Klinsmann, em uma temporada na qual ganhou mais poder de investimento depois que o empresário alemão Lars Windhorst comprou ações do clube.

Como os integrantes da Bundesliga já retornaram aos treinos, e o reinício da temporada está previsto, pelo menos no momento para maio – não sem suas controvérsias -, Labbadia assume o comando da equipe na próxima segunda-feira, depois da Páscoa.

“Foi concordado que preencheríamos a posição de treinador durante o verão. Pela situação atual do coronavírus e a interrupção da temporada, estamos passando por um tipo de pausa de verão. Decidimos usar esta oportunidade para preparar o time nas próximas semanas para a possível continuação da temporada”, afirmou o diretor Michael Preetz.

“Com Bruno, temos alguém que conhece a Bundesliga em detalhes como jogador e treinador e também mostrou que sabe estabilizar e desenvolver times para regiões superiores da tabela. Ele se encaixa nos objetivos do Hertha Berlim com sua ideia de futebol ofensivo, sua maneira meticulosa de trabalhar e sua ambição”, completou.

Labbadia parece ser mesmo um bom nome. Aos 54 anos, tem vasta experiência em diferentes clubes e alguns feitos interessantes. O primeiro trabalho em alto nível foi com o Bayer Leverkusen, na temporada 2008/09, quando chegou à decisão da Copa da Alemanha. Perdeu por 1 a 0 do Werder Bremen, gol de Mesut Özil. Curiosidade: colocou um jovem Toni Kroos em campo,  cinco minutos do fim, pr tentar mudar o panorama da partida no Estádio Olímpico de Berlim.

Na sequência, avançou às semifinais da Liga Europa de 2009/10 com o Hamburgo, mas foi demitido a três dias do jogo de volta contra o Fulham, uma tentativa desesperada de tentar criar o famoso fato novo em meio a uma sequência de apenas quatro vitórias em 15 rodadas da Bundesliga desde a pausa de inverno – spoiler: não funcionou, o Fulham ganhou por 2 a 1 e chegou à decisão.

Seu trabalho mais longo foi no Stuttgart. Chegou em dezembro de 2010 e o salvou do rebaixamento. Foi sexto colocado na temporada seguinte, garantindo vaga na Liga Europa, e depois chegou à final da Copa da Alemanha de 2012/13, na qual foi derrotado pelo Bayern de Munique por 3 a 2.

Depois do Stuttgart, retornou ao Hamburgo. Primeiro, adiou o rebaixamento vencendo aquele emocionante playoff contra o Karlsruher e, depois, terminou a Bundesliga em um sólido décimo lugar. Com o Wolfsburg, o processo foi parecido. Chegou no meio da temporada, ganhou o mata-mata contra a queda e depois levou os Lobos  um excelente sexto lugar

Apagar incêndios e depois desenvolver um clube de meio de tabela além das suas possibilidades teóricas. Parece ser a especialidade de Labbadia e exatamente o que o Hertha Berlim precisa.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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