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O Dortmund passou um sufoco desnecessário contra o Paderborn, mas prevaleceu na prorrogação e avançou na Pokal

O Borussia Dortmund avançou às quartas de final da Copa da Alemanha, mas sem passar ileso às críticas. Os aurinegros quase complicaram um jogo que estava em suas mãos, dentro do Signal Iduna Park. A equipe de Edin Terzic abriu dois gols de vantagem, mas permitiu o empate do Paderborn no último minuto do segundo tempo – num lance que, de um gol favorável ao BVB, acabou revertido em pênalti aos visitantes após intervenção do VAR. Somente na prorrogação é que o Dortmund definiu a vitória por 3 a 2. Mais uma vez, dependeu de Erling Braut Haaland para garantir o resultado.

A partida parecia bem fácil ao Borussia Dortmund. Aos seis minutos, os aurinegros anotaram o primeiro gol. A partir de uma cobrança de escanteio, a bola ficou viva na área até Emre Can mandar o chute forte para as redes. Já aos 16, um contra-ataque permitiu que o BVB ampliasse. Haaland foi excelente no lance, ao dominar de letra e dar o passe em profundidade. Jadon Sancho acelerou e bateu na saída do goleiro.

O problema do Dortmund foi que o time preferiu descansar no restante do primeiro tempo. A superioridade técnica era clara, mas os aurinegros se contiveram em administrar o resultado, com uma chegada ou outra no ataque. Em contrapartida, o Paderborn foi ganhando confiança aos poucos e se colocando no campo de ataque. Nem mesmo no segundo tempo os aurinegros se esforçaram para matar o jogo, descansando depois de primeiros minutos mais ativos. Isso permitiu que os representantes da segundona revivessem aos 34. Numa bola que a zaga não afastou por completo, Julian Justvan pegou o rebote e contou com um desvio para marcar.

O risco se tornou evidente e o Dortmund passou a ter mais pressa – o que não adiantou. O lance decisivo dos 90 minutos aconteceu nos acréscimos. O Paderborn atacava, quando reclamou de um pênalti que o árbitro não marcou. O lance gerou um contragolpe ao BVB, Haaland disparou e anotou o terceiro. Porém, após a revisão, a arbitragem realmente detectou o pênalti para os visitantes e anulou o tento dos aurinegros. De um possível 3 a 1, o Dortmund teve que amargar os 2 a 2, depois que Prince-Osei Owusu converteu o penal.

Nem houve tempo para mais nada, com a prorrogação determinada. Agora, o Dortmund precisava se mexer. E dependeu de quem carrega o time nos últimos meses, Haaland. O gol para valer do centroavante saiu aos cinco minutos do primeiro tempo extra. Thomas Delaney lançou e o norueguês estava à espreita, no meio dos zagueiros, para disparar. Saiu na cara do gol e não perdoou. Ainda houve uma longa revisão no VAR, mas o tento foi concedido. O artilheiro estava um pouco à frente, mas um desvio na marcação o habilitou, segundo a arbitragem.

A vantagem mínima não deixou o jogo resolvido, mas o Dortmund poderia se tranquilizar um pouco mais. Haaland seguia incomodando na frente. No segundo tempo extra, o Paderborn manteve o espírito de luta, sem criar os mesmos perigos à meta de Marwin Hitz. O lance mais ameaçador aconteceu mesmo nos acréscimos, durante os últimos suspiros, mas Justvan bateu para fora. Apesar dos temores, os aurinegros cumpriram sua parte.

O Dortmund é o principal favorito entre os times classificados nesta terça-feira. O Werder Bremen foi o outro representante da primeira divisão a se garantir nas quartas de final, enquanto Holstein Kiel e Rot-Weiss Essen são os desafiantes das divisões de acesso. Nesta quarta, entrarão em campo Wolfsburg, RB Leipzig e Borussia Mönchengladbach – os principais concorrentes dos aurinegros. Seria melancólico se o BVB caísse tão cedo, numa competição que parece cada vez mais aberta.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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