Alemanha

O Bayern de Munique (é) de Ribéry

Só aconteceu na décima-primeira rodada, mas o Bayern de Munique se aproximou dos primeiros colocados e tudo leva a crer que está definitivamente na disputa o título e com uma considerável série invicta de sete jogos. E o motivo para a reação não parece ser muito difícil de descobrir.

Apesar dos atacantes terem mais chamado a atenção nas últimas rodadas: Klose, contra o Eintracht Frankfurt e Podolski, melhor em campo contra o Arminia Bielefeld, a atual boa fase do time caminha junto com a recuperação de Franck Ribéry. Desde que o francês retornou a fazer parte dos titulares, o time segue em um período de invencibilidade.

A dificuldade deste início de temporada começou quando o francês caiu em campo com fortes dores, após a dividida com Zambrotta, durante a partida entre Itália e França, pela Eurocopa. Naquele momento, o temor entre os torcedores do Bayern era apenas uma idéia distante e difícil de acreditar, que foi aumentando rodada por rodada assim como a Bundesliga.

Obviamente, o retorno do francês é o que poderia acontecer de melhor para a seqüência e a reação dos bávaros no campeonato. Porém, também deixa o técnico Jurgen Klinsmann e os dirigentes com a incômoda certeza de que no meio de tantos nomes de destaque do time, o jogador é peça fundamental e, principalmente, insubstituível. Ribery tem contrato com o Bayern até 2011 e se o jogador promete cumprí-lo, mas isso deve exigir um esforço extra do clube para mantê-lo.

Ribéry também um “bom problema” para o treinador. Para que a velocidade e os dribles do meia façam diferença, é preciso de um esquema que dê liberdade ao jogador e um natural reforço defensivo para que isso aconteça. Se de acordo com suas últimas declarações, sua condição física e desempenho ainda está em 85% daquilo que pode render, aos poucos a recuperação do ritmo de jogo pode deixar os torcedores cada vez mais tranqüilos.

A caça para alcançar a ponta da tabela já começou e a tendência é de melhora da equipe. Se Ribéry foi capaz de salvar o emprego de Raymond Domenech, no empate em 2 a 2 da França contra a Romênia, Klinsmann pode se alegrar com dias mais tranqüilos na Allianz Arena.

Werder reage na Bundesliga

Após cinco partidas sem vencer, Diego comandou a bela exibição do time no Weser Stadium e a goleada por 5 a 1 contra o Hertha Berlim. O brasileiro, que como de costume já era criticado pela má fase da equipe, cobrou o escanteio que resultou no primeiro gol, fez o seu e ainda deu o passe para Pizarro encerrar a goleada.

Mesmo com um futebol que chegou a impressionar e a arrancar aplausos da insatisfeita torcida, a oitava colocação, com 16 pontos, ainda preocupa. E com a crise envolvendo Frings e a seleção alemã parece ser de Diego a responsabilidade de corresponder em campo.

Já na Liga dos Campeões…

Até mesmo a vaga na Copa Uefa ficou difícil para o Werder Bremen com a derrota vexatória por 3 a 0, em casa, para o Panathinaikos. Graças a mais uma atuação fraquíssima da defesa, principalmente de Mertesacker, diante do compacto time grego.

O resultado, que deixou o Werder Bremen na última posição do Grupo B, fez com que Klaus Allofs falasse de forma mais aberta sobre o futuro da equipe, como ele mesmo declarou, com um misto de raiva e decepção: “Com esta falta de compromisso da equipe, não podemos nem sonhar com o título da Bundesliga”.

O dirigente ainda afirmou que pretende analisar quem permanecerá e quem deixará a equipe na próxima janela de transferências e que esta decisão não dependerá apenas do potencial de cada jogador.

Jol espera mais

A queda de produção em campo (e na tabela) do Hamburg tem uma explicação relativamente simples. O excesso de gols sofridos pela equipe, fora de casa. Até o momento 14 dos 18 gols sofridos aconteceram longe da HSH Nordbank Arena, números que impressionam principalmente em comparação com a última temporada, quando a defesa da equipe comandada por Huub Stevens foi superada apenas 15 vezes fora de seus domínios.

Se o treinador declarou que não quer abrir mão da formação mais ofensiva para a equipe, com Guerrero, Trochowski e Olic, mesmo atuando fora de casa (na temporada passada a opção era por apenas um homem de frente, além de Van der Vaart que chegava muitas vezes ao ataque), a solução encontrada pelo treinador foi chamar seus atletas para uma conversa.

Entre os jogadores que para Jol precisam novamente jogar no limite do que podem oferecer estão Mathijsen, Guerrero, Petric e até Trochowski, destaque do time até aqui. “Contra o Hannover, quando Hanke entrou, ele foi de forma agressiva e segura em todas as bolas. Coisa que Guerrero fez às vezes, assim como Petric e Trochowski. Eles precisam fazer isso sempre”, refletiu o técnico.

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