O Bayern começa a temporada variando para não cair nas armadilhas de 2013/14
O Bayern de Munique caiu vertiginosamente de produção ao final da última temporada. Os bávaros conquistaram a Bundesliga com uma facilidade monstruosa, mas sentiram o ritmo nas reta decisiva. Deixaram de vencer com tanta facilidade os outros clubes alemães e acabaram engolidos na Liga dos Campeões. A equipe parecia presa demais ao seu estilo de jogo, sem variações que pudessem surpreender. E é exatamente pensando nesses problemas que Pep Guardiola iniciou o novo ano no clube.
O duelo contra o Preussen Münster, da terceira divisão, valia mais como um teste do que como um jogo decisivo. E foi com essa mentalidade que o treinador conduziu os bávaros na classificação tranquila pela Copa da Alemanha. Vitória fácil por 4 a 1, em que o catalão pôde observar algumas variações de jogo que podem ser importantes ao Bayern ao longo dos próximos meses.
Alguns dos principais nomes do elenco estavam ausentes, como Bastian Schweinsteiger e Franck Ribéry, enquanto Arjen Robben sequer saiu do banco de reservas. Por isso mesmo, Guardiola aproveitou para dar sequência à adaptação do time a três zagueiros, algo que fez em alguns momentos de 2013/14 e que tentou aprimorar ainda mais na pré-temporada. A linha defensiva foi formada por Jérôme Boateng, Dante e Holger Badstuber, que servia para dar solidez ao meio-campo bastante solto utilizado pelo técnico. E a velocidade no setor pode aumentar ainda mais, caso o clube consiga fechar com Mehdi Benatia, cotado para substituir o lesionado Javi Martínez.
As apostas nas alas foram Xherdan Shaqiri e Juan Bernat, dois jogadores com potencial para jogadas em profundidade. Já no miolo do meio-campo, Phillip Lahm e David Alaba foram os volantes. Dois laterais de extrema qualidade, mas que também possuem técnica suficiente na condução. E o ataque apostava nas combinações de Mario Götze, Thomas Müller e Robert Lewandowski, três jogadores com boa mobilidade e poder de definição.
É claro, não foi esse teste que determinou o sucesso da alternativa. Götze e Müller marcaram dois gols no primeiro tempo, Alaba e Pizarro ampliaram a diferença na etapa complementar e Lewandowski poderia até ter feito o quinto, não fosse um pênalti muito mal batido. O Bayern apresentou boa fluidez no ataque, especialmente pelos lados do campo. Com o elenco de qualidade que tem à disposição, Guardiola pôde fugir do toque de bola sem profundidade que o prendeu em 2013/14 e da dependência de lances mais agudos com Robben e Ribéry. Para isso, é preciso trabalhar. E os bávaros dão um passo firme neste sentido.



