O aproveitamento histórico da Alemanha em disputas por pênaltis beira o absurdo

Antonín Panenka. O herói da grande conquista do futebol tchecoslovaco também se tornou uma lenda nas cobranças de pênaltis. A sua cavadinha, há longínquos 40 anos, se tornou uma marca registrada. E foi capaz de um feito que ainda é único: derrubou a Alemanha em uma disputa na marca da cal. Sepp Maier não conseguiu parar o chute cheio de malícia e o Nationalelf amargou o vice-campeonato da Euro 1976. Desde então, os alemães nunca mais perderam uma decisão nas penalidades.
As estatísticas, compiladas pelo jornalista Sascha Venohr na tabela abaixo, beiram o absurdo. Em sete disputas, os alemães (somando o seu histórico também como Alemanha Ocidental) venceram as seis últimas. Até o duelo contra a Itália em Bordeaux, um jogador do país não desperdiçava um chute em decisão por pênaltis desde 1982, quando o meio-campista Uli Stielike errou o alvo nas semifinais da Copa do Mundo, e mesmo assim a sua seleção eliminou a França. Além disso, a falta de pontaria de Thomas Müller, Mesut Özil e Bastian Schweinsteiger neste sábado superou o total de erros nos 40 anos anteriores – apenas dois.
Entre as 30 seleções com pelo menos cinco disputas por pênaltis na história, a Alemanha possui o melhor aproveitamento: 85,7% de vitórias. Entre as equipes que já foram campeãs do mundo, a Argentina é quem mais se aproxima, com 73%. Além disso, os jogadores alemães acertaram 86,4% de suas cobranças. Uma marca que poderia ser ainda maior, não fosse o trio de astros na Euro 2016. Pelo menos aos alemães o final foi feliz.




