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O adeus emocionante de Jupp Heynckes, lenda da Bundesliga

Jupp Heynckes não poderia ter uma despedida mais simbólica. Durante a semana, o treinador confirmou que faria sua última partida na Bundesliga. Coincidentemente, a tabela reservou para a rodada final o encontro de seu Bayern Munique, clube no qual acumulou três passagens, contra o Borussia Mönchengladbach, onde fez história como jogador e iniciou a carreira como técnico. Em Mönchengladbach, sua cidade natal. A vitória sensacional dos bávaros por 4 a 3 foi um elemento a mais na noite especial para o veterano.

Na entrevista coletiva após a partida, Heynckes não conteve o choro: “Foi um momento emocionante para mim. Eu comecei minha carreira no Gladbach. Certamente seria mais emotivo se acontecesse em Bökelberg, o velho estádio do clube. Associo muitos triunfos, duras derrotas e algumas curiosidades com isso. Gostaria de agradecer aos torcedores do Borussia de coração, pelo conto de fadas maravilhoso. Isso mostra que aqui é minha casa”.

Substituído por Pep Guardiola no Bayern, Heynckes teve seu nome associado a outros clubes europeus nas últimas semanas. No entanto, o alemão descartou a hipótese de seguir a carreira: “Se eu fosse 15 anos mais jovem, pensaria seriamente procurar emprego fora da Alemanha, mas eu não sou tão jovem. Clubes querem uma mudanças e não podem fazer isso tendo um técnico de 68 anos à frente de seus projetos”.

Tetracampeão da Bundesliga e da Copa da Uefa como jogador, além de ter vencido a Copa do Mundo de 1974 e a Eurocopa de 1972, Heynckes coloca ponto final em uma carreira vitoriosa também como técnico, mas nem sempre reconhecida. Com o Bayern, levantou três vezes a Salva de Prata e, com o Real Madrid, celebrou a Liga dos Campeões. Uma glória que pode repetir com os bávaros em sua última partida, contra o Borussia Dortmund, em Wembley. Uma maneira perfeita de ser lembrado pelos torcedores como um grande campeão.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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