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O adeus a Grabowski, o ponta que tanto desequilibrou para a Alemanha e o capitão que personificou a alma do Eintracht Frankfurt

Campeão do mundo com a Alemanha Ocidental em 1974 e maior jogador da história do Eintracht Frankfurt, Jürgen Grabowski faleceu aos 77 anos

A partir dos anos 1970, a torcida do Eintracht Frankfurt passou a entoar nas arquibancadas: “Vimos o Eintracht na final [da Copa do Mundo] / Com Jürgen, com Jürgen / Ele jogou tão bem e ele jogou tão lindamente / Com Jürgen Grabowski”. O cântico tornou-se tão icônico que, em 1999, durante o centenário do clube, as estrofes foram introduzidas num hino composto pela banda de rock Tankard. Ao longo dessas últimas décadas, durante cada partida, os torcedores das Águias continuam cantando a música. E o nome de Jürgen Grabowski, bem como sua participação decisiva na conquista da Copa de 1974, são repetidos inúmeras vezes. É essa a dimensão do craque que costuma liderar qualquer lista de maiores ídolos do Frankfurt. É essa a homenagem que celebrará por muito tempo a memória do eterno capitão, falecido nesta sexta-feira, aos 77 anos.

Grabowski representa a alma do Eintracht Frankfurt. O veterano superou os 500 jogos pelo clube e ergueu troféus importantes pelas Águias, aparecendo como capitão em dois títulos na Copa da Alemanha e em outro na Copa da Uefa. Ponta convertido em armador com o passar dos anos, Grabi também era o craque que provocava as maiores exclamações no Waldstadion. Era um driblador artístico, tinha muita precisão em seus passes e cruzamentos, apresentava também uma veia artilheira para vários gols. Decidia jogos, sobretudo. E isso não se viu apenas em Frankfurt, afinal. Pela seleção, teria papel central nas Copas de 1970 e 1974, participando inclusive do gol do título contra a Holanda no Estádio Olímpico de Munique. Também esteve presente na conquista da Euro 1972. É esse orgulho que os torcedores da SGE continuam entoando em seu hino.

Nos últimos anos, Grabowski vinha com a saúde debilitada e uma cirurgia após fraturar o fêmur se tornou fatal. Antes disso, ao menos, a torcida do Frankfurt pôde representar seu carinho com a lenda e o homenageá-lo inclusive no mais recente título da Copa da Alemanha, em 2018. Como bem resumiria Axel Hellmann, porta-voz da diretoria das Águias, diante do luto: “Durante seus dias como atleta, Jürgen Grabowski foi talvez o jogador mais perfeito que atuou pelo Frankfurt. Sua aura permanece ativa hoje. Grabi, que tanto gostava de estar nos jogos do Eintracht, deu ao clube uma identidade que atravessou gerações”.

Jürgen Grabowski nasceu em julho de 1944, em Wiesbaden – a segunda maior cidade do estado de Hesse, atrás exatamente de Frankfurt am Main. O garoto deu os primeiros passos da carreira no próprio distrito onde cresceu, defendendo inicialmente o Biebrich 1919 a partir dos oito anos e, depois, aos 16, se juntando ao Biebrich 1902. O talento do atacante já se tornava evidente, ao liderar seu time ao vice-campeonato estadual entre os juvenis. Também daria seus primeiros passos no nível principal com a equipe amadora, em competições regionais. Não demorou para que o gigante vizinho pinçasse a promessa.

A chegada de Grabowski ao Eintracht Frankfurt aconteceu em 1965. O jovem de 20 anos se juntou diretamente aos profissionais. E a primeira temporada do novato com as Águias já seria espetacular. Atuando como ponta direita, Grabowski disputou 27 partidas pela Bundesliga. Contribuiu com dez gols e oito assistências, que o tornaram o segundo jogador com mais participações em tentos do time, só atrás do artilheiro Wilhelm Huberts. O que encantava, porém, era o seu estilo artístico – algo incentivado pelo técnico Elek Schwartz. “Eu adorava aquelas tabelinhas e cruzamentos sutis. A torcida em Frankfurt esperava esses momentos especiais de mim. Se Grabowski está em campo, ele precisa jogar dessa maneira. E, de fato, tive a sorte de ter um treinador no início da minha carreira apoiando totalmente meu estilo de jogo”, diria Grabi, à revista 11 Freunde.

O Eintracht Frankfurt ficou apenas na sétima colocação do Campeonato Alemão em 1965/66. O impacto instantâneo, em compensação, levou o prodígio à seleção. A estreia de Grabowski pela equipe principal da Alemanha Ocidental aconteceu em maio de 1966, numa vitória por 4 a 0 sobre a Irlanda. O ponta participou da reta final da preparação à Copa do Mundo de 1966. Acabaria chamado por Helmut Schön para integrar a equipe no Mundial da Inglaterra. O jovem não saiu do banco de reservas em nenhuma partida. Em grande fase no futebol italiano, Helmut Haller era o dono da posição. Mesmo assim, Grabowski pôde ganhar experiência na equipe que terminou com o vice-campeonato na polêmica decisão em Wembley. Era só o começo.

Grabowski permaneceu como nome importante do Eintracht Frankfurt no final da década de 1960, mesmo lidando com uma miocardite – uma inflamação no músculo cardíaco que demandou tratamento, embora não tenha interrompido sua trajetória. Ele fez parte da equipe que alcançou as semifinais da Copa das Cidades com Feiras em 1966/67, mesma temporada em que as Águias brigaram pelo título da Bundesliga até as rodadas finais e acabaram na quarta posição. O clube não voltaria a sonhar com a Salva de Prata tão cedo, mas continuou frequentando a metade de cima da classificação final – até quando, em 1968/69, dependeu de uma espetacular arrancada para evitar o rebaixamento. Grabowski, sempre muito efetivo com seus gols e assistências, auxiliou também nisso. Sua capacidade técnica permitia que atuasse em todas as posições do ataque. Chegou a ser cortejado pelo ascendente Bayern de Munique nesta época, mas o Frankfurt recusou a oferta.

De 1966 a 1969, Grabowski deixou de frequentar as convocações da Alemanha Ocidental. Helmut Schön resolveu promover seu retorno exatamente nos meses anteriores à Copa de 1970. De novo, o ídolo do Frankfurt garantiu sua oportunidade na Mannschaft às vésperas do Mundial. E, diferentemente do que tinha acontecido quatro anos antes, o camisa 20 seria importante no México. Durante a fase de grupos, sempre saía do banco botando fogo nos jogos. Já nas quartas de final, contra a Inglaterra, Grabowski seria essencial na virada por 3 a 2. O ponta entrou muito bem no lugar de Reinhard Libuda, aos 10 minutos do segundo tempo. Chamava a responsabilidade para si e bagunçava a defesa, até efetuar o cruzamento que culminou no gol decisivo de Gerd Müller já na prorrogação. Acabaria chamado de “o melhor substituto do mundo”.

O prêmio para Grabowski seria a titularidade contra a Itália, na semifinal. A Alemanha Ocidental perdeu por 4 a 3, mas teve muitos méritos naquele que é chamado, com motivos, de Jogo do Século. Grabowski seria um dos protagonistas. O ponta foi um dos melhores em campo, especialmente quando ganhou liberdade para transitar pelos dois lados do campo e apresentar o melhor de seu talento. Foram várias chances criadas pelo camisa 20, que não conseguiu marcar, mas deu trabalho aos italianos. Seria dele, ao menos, a assistência para o gol de Karl-Heinz Schnellinger nos acréscimos do segundo tempo, que forçou a insana prorrogação de cinco tentos. Após a amarga derrota, Grabowski se ausentou da decisão do terceiro lugar, mas já tinha seu nome marcado no melhor Mundial da história.

O Eintracht Frankfurt foi ameaçado pelo rebaixamento de novo em 1970/71, antes de terminar numa segura quinta colocação em 1971/72, que valeu vaga na Copa da Uefa. Essa foi uma das melhores temporadas de Grabowski, que marcou oito gols e ainda deu 13 assistências, mesmo perdendo parte dos jogos no segundo turno por lesão. A falta de sequência atrapalharia um pouco na seleção. Titular da Alemanha Ocidental no ciclo posterior à Copa do Mundo, Grabowski seria importante na classificação para a Euro 1972 (em especial nos históricos 3 a 1 sobre a Inglaterra em Wembley), embora tenha perdido a posição na fase final do torneio por causa de sua contusão. Apesar disso, teve sua parte na conquista inédita do Nationalelf, batendo a União Soviética na decisão. Era o primeiro passo rumo a feitos maiores, para o time e para o ponta.

O prestígio de Grabowski atingiria novos níveis naquele momento. O ponta brilhou em 1972/73, com 11 gols e sete assistências pela Bundesliga. Teve papel decisivo inclusive em vitórias sobre Bayern e Borussia Mönchengladbach, as duas potências da época. O problema é que o Frankfurt era conhecido como uma espécie de “Robin Hood” no campeonato, tirando pontos dos favoritos e derrapando contra os pequenos. Já em 1973/74, as Águias atravessaram uma das melhores temporadas de sua história. A equipe chegou a liderar a Bundesliga na virada dos turnos, mas perdeu fôlego no final e terminou na quarta colocação. O consolo ocorreu na Copa da Alemanha, com o inédito título.

O Frankfurt eliminou nas quartas de final um forte Colônia, com dramáticos 4 a 3 que adentraram a prorrogação. Já na semifinal, a SGE despacharia o Bayern, que venceria a Copa dos Campeões da Europa semanas depois. Num duelo emocionante de duas viradas, o triunfo por 3 a 2 foi garantido por Jürgen Kalb aos 45 do segundo tempo. Já a decisão em Düsseldorf tinha pela frente o Hamburgo. As Águias ganharam por 3 a 1 na prorrogação e puderam erguer o primeiro caneco de uma competição tão importante à identidade do clube. Ídolos como Karl-Heinz Kobel, Bernd Nickel e Bernd Hölzenbein estavam entre os destaques da equipe dirigida por Dietrich Weise. Grabowski ainda assim era protagonista, dono da braçadeira de capitão.

Grabowski e Hölzenbein foram os dois jogadores do Eintracht Frankfurt convocados para a Copa do Mundo de 1974, em elenco concentrado entre Bayern e Gladbach. Vestindo a camisa 9, o capitão das Águias seria titular durante a primeira fase do Mundial, mas acabaria muito criticado após a derrota para a Alemanha Oriental e perdeu a posição no início do quadrangular semifinal. Costumava ser questionado por enfeitar demais as jogadas, quando poderia ser mais objetivo. Provaria o contrário em pouco tempo.

Após ficar nas tribunas contra a Iugoslávia, Grabowski se redimiria. De novo seria providencial ao sair do banco num grande jogo, relembrando os feitos de 1970. Diante da Suécia, na segunda rodada da chave, Grabowski substituiu Dieter Herzog no meio do segundo tempo. Melhorou o time e criou chances. Seria dele o gol da virada no triunfo por 4 a 2, em pancada no canto do goleiro Ronnie Hellström. “Acho que Deus deve ter pensado: ‘Vamos ajudar esse rapaz’. Onze minutos depois de entrar, fiz o 3 a 2 e foi o melhor gol da minha carreira”, afirmaria Grabi, à 11 Freunde. Na partida seguinte contra a Polônia, que selou a classificação para a decisão, o ponta novamente seria titular e terminaria como um dos melhores em campo no triunfo alemão por 1 a 0. E assim permaneceria na decisão contra a Holanda em Munique.

Helmut Schön escalou naquela final um trio de ataque composto por Grabowski e Hölzenbein nas pontas, apoiando Gerd Müller como homem de referência. E o camisa 9 mais uma vez faria a diferença, justo no dia em que completava 30 anos. Com muita velocidade, Grabowski deu trabalho à marcação dos holandeses e seus cruzamentos eram um motivo de preocupação constante. Algumas das jogadas mais bonitas daquela decisão foram assinadas pelo ponta, entre seus giros e fintas para desnortear os beques. Mais importante, o gol da virada por 2 a 1 nasceu de seus pés. Grabowski dominou na intermediária e percebeu a passagem em velocidade de Rainer Bonhof. Deu uma enfiada de bola magistral, para o meio-campista disparar na ponta direita. Depois do corte, a bola rasteira chegou na área a Gerd Müller, onde o destino fatal era as redes. A fantástica geração da Mannschaft desbancava a Laranja Mecânica e conquistava o troféu que a eternizava.

“Aquele 7 de julho de 1974 foi especial. Eu ainda me lembro de estar diante de uma loja que vendia rádios e televisões em Biebrich, quando tinha dez anos e assisti à final da Copa de 1954 através da vitrine. Eu jogava num pequeno clube e, depois que a Alemanha Ocidental venceu a Copa do Mundo, sonhei como seria se eu pudesse alcançar algo como Fritz Walter e os outros. Muitas vezes eram apenas alguns segundos, mas o sonho continuou voltando”, afirmou à Kicker.

O Mundial também representou um ponto final na carreira de Grabowski pela seleção alemã. O ponta decidiu encerrar sua trajetória no Nationalelf. “Considerei me aposentar da seleção quando estava na arquibancada contra a Iugoslávia. Aquilo realmente me abateu. Foi o pior para mim durante aquela Copa. Meu ego estava ferido. Não era o único que jogou mal contra a Alemanha Oriental, mas procuraram um bode expiatório e me encontraram. Mais tarde soube pela imprensa que alguns jogadores apoiaram minha saída, lógico que fiquei com raiva. Além disso, sempre tinha que jogar aberto na direita pela seleção, porque no meio tínhamos muita concorrência. Helmut Schön favorecia Overath e Netzer. Overath ficava furioso quando não era o primeiro a receber a bola durante um ataque, como eu no Frankfurt. Mas, na seleção, eu tinha que ficar aberto na lateral e não tinha permissão para avançar pelo meio”, afirmou, à 11 Freunde.

Complementaria à Kicker: “A seleção jogava mais pelo meio. Overath organizava o jogo por dentro, Beckenbauer e Gerd Müller apareciam bastante. Os pontas quase não participavam, passavam fome. Tínhamos que fazer algo com poucas bolas. Eu consegui de alguma forma, mas nunca fiquei satisfeito na seleção. Eu simplesmente não podia mostrar o que era capaz de jogar”. Grabi disputou 44 partidas pelo Nationalelf, com cinco gols anotados. O veterano, ainda assim, teria um pouco mais de tempo para complementar sua lenda no Frankfurt.

A temporada mais artilheira de Grabowski na Bundesliga ocorreu logo depois do Mundial, em 1974/75. O ponta marcou 13 gols e ainda deu oito assistências na liga, que ajudaram as Águias a terminar na terceira colocação. A maior festa ficaria mesmo para a Copa da Alemanha, com o bicampeonato da SGE. O caminho seria mais tranquilo dessa vez, com vitória sobre o Duisburg na final. Grabowski anotou três gols na campanha e de novo ergueu o troféu como capitão.

Além da relevância na Bundesliga, o Eintracht Frankfurt passou a acumular boas campanhas nas copas europeias durante o fim da década de 1970. A SGE seria semifinalista da Recopa Europeia em 1975/76, quando venceu sete das oito partidas disputadas e tirou um forte Atlético de Madrid. A única derrota foi exatamente a da eliminação contra o West Ham. Pela Bundesliga de 1976/77, o destaque ficaria para uma sequência de 21 rodadas sem perder, que levou o time da zona de rebaixamento à quarta colocação com um futebol ofensivo. Já em 1977/78, a caminhada até as quartas de final da Copa da Uefa teve classificação sobre o Bayern nas oitavas. O Frankfurt venceu as duas, inclusive por 4 a 0 no Waldstadion, com Grabowski abrindo o placar. O capitão também teve um ótimo desempenho na Bundesliga naquela temporada, o que levou Helmut Schön a pedir seu retorno à seleção para a Copa de 1978. O comandante não via outro jogador com as características do veterano e não teve problemas em chamá-lo de novo. Aos 34 anos, todavia, o ponta não mudaria de ideia.

A carreira de Grabowski já se encaminhava ao final neste momento, com o veterano se redescobrindo como meio-campista – e atingindo seu ápice técnico, segundo seu próprio entendimento. O armador ainda marcaria seus golzinhos na Bundesliga, que deram impulso para o Eintracht Frankfurt terminar na quinta colocação em 1978/79. As Águias se classificaram para a Copa da Uefa e conquistaram o troféu mais importante de sua história em 1979/80. Grabowski permanecia como titular absoluto, às vésperas de completar 36 anos, e disputou todas as partidas até a ida das quartas de final. Dias depois, em março de 1980, sua carreira foi interrompida forçadamente num jogo da Bundesliga – por mais que ele já planejasse o adeus para o fim da temporada.

O Eintracht Frankfurt vencia o Borussia Mönchengladbach quando, aos 36 do segundo tempo, o jovem Lothar Matthäus, então com 18 anos, deu uma entrada duríssima em Grabowski. O veterano lesionou seriamente seu pé e precisou ser substituído. Nunca mais voltaria a entrar em campo, encerrando sua carreira em decorrência da contusão. Foram semanas se empenhando na recuperação, sem resultado, até que desistisse. Anos depois, à Kicker, Grabi indicaria seu ressentimento: “Fiquei irritado que Matthäus disse que eu estava apenas interessado na aposentadoria por invalidez. Uma imprudência! Se, como um jogador de 18 anos, você entra numa dividida com um jogador mais velho de tal forma que ele se lesiona e precisa encerrar sua carreira, você precisa se desculpar por isso. Ou pelo menos dizer: sinto muito”.

A vingança de Grabowski se daria na Copa da Uefa. Após eliminar o Bayern de Munique na semifinal, com direito a uma reviravolta sensacional na goleada por 5 a 1, o Frankfurt encarou justamente o Gladbach na decisão. Após a derrota por 3 a 2 em Bökelberg, as Águias ganharam por 1 a 0 no Waldstadion e ficaram com a taça pelos gols fora. Köbel, Nickel e Hölzenbein ainda faziam parte do time, com adições do nível de Cha Bum-kun. Foi o último título da tão condecorada carreira de Grabowski, carregado nos braços pelos companheiros. Hölzenbein passaria o troféu para o eterno capitão erguê-lo na cerimônia de premiação, sob gritos de “Grabi, Grabi” da torcida. O grandioso ato final. “Foi um belo gesto dos meus companheiros, uma pequena consolação. Era uma final europeia e eu não estava em campo”, confessou à Kicker.

Em outubro de 1980, o Eintracht Frankfurt promoveu um jogo de despedida para Grabowski. O Waldstadion lotou com 40 mil torcedores, que ofereceram os últimos aplausos. Ao longo de 15 anos como profissional, Grabowski disputou 517 partidas com a camisa do Frankfurt. É o segundo jogador com mais jogos na história da SGE. Também marcou 128 gols, quarto entre os artilheiros, e lidera as estatísticas com 73 assistências. Ergueu três troféus muito importantes pelas Águias e também elevou o nome do clube pelos títulos conquistados pela seleção. Gravou-se como o capitão de anos célebres no Waldstadion. Mais importante, transformou-se em sinônimo do clube.

Após se aposentar, Grabowski seguiu ligado ao Eintracht Frankfurt. Teve, inclusive, uma passagem curta como técnico interino e fez parte da direção até 1992, quando passou a se dedicar à companhia de seguros que dirigia e ao golfe como hobby. Sua história seguiria honrada no clube como capitão honorário e como ídolo ovacionado sempre que possível no Waldstadion. Seu nome perdura além das conquistas, como uma das maiores figuras da agremiação e também como um personagem fundamental da seleção. É assim que sua memória permanecerá preservada, ao final de sua vida. Os gritos pelos gols e mágicas de Grabowski ainda ecoarão nas ruas de Frankfurt am Main por décadas e décadas. O hino do clube não deixa mentir.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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