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No duelo entre passado e presente, Hoffenheim assustou, mas Bayern se recuperou

Nunca na história do Campeonato Alemão houve diferença tão grande de idade entre dois técnicos numa partida, quanto no encontro entre Bayern de Munique e Hoffenheim, pela 20ª rodada da Bundesliga. Basta citar: Jupp Heynckes (72 anos, 8 meses e 18 dias) começou a carreira de técnico em 1979, oito anos antes do nascimento do treinador do Hoffe, Julian Nagelsmann (30 anos, seis meses e quatro dias). No encontro entre passado e presente do futebol alemão nas casamatas, o time visitante até fez crer que Nagelsmann novamente surpreenderia, como no primeiro turno, com vitória por 2 a 0. Mas o Bayern se recompôs, virou para 5 a 2 na Allianz Arena e seguiu o caminho tranquilo e imperturbável na liderança do Alemão.

A surpresa começou a ser uma possibilidade provável na rodada logo aos três minutos do primeiro tempo. Serge Gnabry entrou na área, chocou-se com Joshua Kimmich, e o juiz Manuel Gräfe julgou que fora pênalti, apitando prontamente. Gnabry cobrou, e o goleiro Sven Ulreich foi ao canto direito para rebater. Só que não foi o bastante: a bola voltou ao meio da área, e lá já estava Mark Uth para concluir na sobra, marcando 1 a 0 e começando a ousadia dos visitantes. Claro, o Bayern tentou algo – como aos oito minutos, num chute de Arjen Robben, para fora. Porém, aos 12, uma bola alta – e nova desatenção da defesa – rendeu o segundo gol do Hoffe. Em lançamento da defesa, Jérôme Boateng rebateu errado, para Mark Uth. O toque do atacante saiu errado, e Boateng parecia ter retomado o domínio. Perdeu-o de novo, para Lukas Rupp. Aí, o meio-campista abriu o caminho de Gnabry, com um passe. E o atacante, que perdera o pênalti, acertou desta vez: um chute forte, no canto direito de Ulreich, para o 2 a 0.

Já estava demais para o Bayern. E no rodízio de protagonistas, foi a vez de Kingsley Coman ser o destaque do dia. O francês começou a jogada do gol, aos 21: dominou na esquerda, driblou várias vezes Pavel Kaderabek, cruzou, e Corentin Tolisso apenas ajeitou para o chute de Kimmich. Com um desvio providencial, Robert Lewandowski mandou a bola por baixo do goleiro Oliver Baumann para garantir mais um gol na Bundesliga. E aos 25, foi a vez de Boateng consertar um erro anterior, empatando o jogo, numa cobrança de escanteio simplesmente feita e perfeitamente concluída: batida por Robben na direita, cabeceada pelo zagueiro na pequena área, gol.

Situação tranquilizada, o líder do campeonato retomou o domínio. Tentou coisas ainda no primeiro tempo – como aos 38, num chute de David Alaba, para fora, e aos 45, quando Lewandowski bateu forte, quase sem ângulo, por cima do gol. O segundo tempo começou, e a busca do terceiro gol continuou (como aos 10 minutos, numa bola cruzada de Kimmich, para fora). Até que o domínio bávaro na Allianz Arena rendeu o gol da virada, aos 18 minutos. Com um suave toque, Lewandowski deixou a bola com Coman, que vinha livre na esquerda. O francês concluiu firme, no canto esquerdo de Baumann, com um chute diagonal, e fez 3 a 2.

E só para constar, aos 21 minutos, já veio o 4 a 2. Robben cobrou outro escanteio, a bola foi até a segunda trave, e lá Arturo Vidal subiu alto para o cabeceio. A bola encobriu Baumann, e Uth ainda tentou tirar. Só que a tecnologia “hawk-eye” apontou ao juiz: a bola tinha entrado. Era o alívio definitivo. E deu tempo para Sandro Wagner, aos 45, dar números finais a mais um dia típico do Bayern quando enfrenta um adversário mais desafiador no Campeonato Alemão: pode até sofrer, mas quase sempre vence no final.

Outros jogos

A torcida do Borussia Dortmund dividiu-se entre o jogo e os alertas a Pierre-Emerick Aubameyang, que segue em meio às turbulentas negociações e notícias da eventual mudança para o Arsenal. Mas ao ver o jogo no Signal Iduna Park, os adeptos aurinegros ganharam ainda mais motivos para preocupação: viram um empate com o Freiburg por 2 a 2, que pelo menos ainda mantém o Dortmund na zona de classificação para as competições continentais. Shinji Kagawa até abriu o placar para os mandantes, aos 10 minutos do 1º tempo, mas coube a Nils Petersen ser o protagonista do dia: fez os dois gols da virada, ainda no primeiro tempo (21 minutos) e já no segundo (aos 23 minutos – um golaço, encobrindo do meio-campo o goleiro Roman Bürki). Quando a derrota era iminente, contudo, Jeremy Toljan salvou o ponto dos mandantes, nos acréscimos.

E o Hamburgo, novamente na zona de rebaixamento, ainda obteve um ponto contra o RB Leipzig: 1 a 1. Bruma colocou o time de Leipzig na frente, mas coube a Filip Kostic minorar o prejuízo dos hanseáticos.

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