Alemanha

Löw, enfim, admite que pode reconvocar Müller, Hummels e Boateng à seleção alemã

Joachim Löw concedeu sua primeira entrevista desde a histórica goleada por 6 a 0 sofrida diante da Espanha. E o treinador da seleção alemã admitiu que poderá convocar seus medalhões aposentados sumariamente após a Copa do Mundo de 2018: Mats Hummels, Jérôme Boateng e Thomas Müller. Löw teceu elogios ao trio e afirmou que a liderança deles não atrapalha os demais jogadores, embora aponte que a renovação não deve parar mesmo se os retornos acontecerem.

“Boateng está jogando regularmente e é bom quando entra no ritmo. Hummels tem grandes capacidades de organização e ainda pode jogar em alto nível, não tenho dúvidas quanto a isso. O caráter de Hummels e Müller não suprime os outros. Nas gerações anteriores, existiam jogadores que assumiam papéis de liderança sozinhos e bloqueavam outros. Mas Müller, por exemplo, aprecia Kimmich como um motor, um combustível e um motivador”, declarou Löw, à revista Kicker e à rede de televisão ARD.

Löw destacou diversos jogadores da “nova geração”, além de Joshua Kimmich. O treinador guardou menções especiais a Amin Younes e Ilkay Gündogan, dois nomes que atravessam fases excelentes. Além disso, também destacou a recuperação de jovens como Leroy Sané e Niklas Süle no Bayern de Munique.

“Os novos jogadores estão famintos e dispostos a aprender. O futuro pertence a eles. Mas devemos dar espaço e tempo para se desenvolverem e cometerem erros. Müller, Boateng e Hummels também cometeram erros antes da Copa do Mundo no Brasil. Eles não se tornaram campeões do mundo da noite para o dia”, analisou Löw.

Por fim, Löw comentou a derrota acachapante contra a Espanha. Não quis colocar a culpa em motivos externos, mas afirmou que a pandemia de coronavírus criou uma preocupação em seu elenco. Também descreveu seu abatimento e a motivação para dar a volta por cima. No final de março, a Alemanha inicia sua campanha nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022. Enfrentará Islândia, Romênia e Macedônia do Norte.

“Antes do voo para a Espanha, alguns jogadores me disseram: ‘Treinador, é uma região de alto risco. Não queremos ir. Temos namoradas grávidas ou pais que pertencem a grupos de risco’. Pude compreender isso perfeitamente e raramente experimentei jogadores com tanto desconforto. Durou até o pontapé inicial em Sevilha”, disse Löw.

“Fiquei extremamente frustrado, desapontado e zangado depois daquele jogo. Também sou apenas um ser humano e os primeiros dias depois da partida foram muito difíceis. Mas a situação me deu nova motivação e reacendeu minha ambição. Às vezes, são os pontos baixos que nos dão um novo ímpeto”, finalizou.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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