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Klopp voltou a Mainz e, das arquibancadas, vibrou pelo clube ao qual se dedicou por 18 anos

A identificação de Jürgen Klopp com o Borussia Dortmund, para a maioria do público que acompanha futebol, é enorme. Afinal, foi no Signal Iduna Park onde o treinador chegou ao topo da Europa e deu provas apaixonadas de amor. Entretanto, por mais que sejam significativos, os sete anos trabalhando para os aurinegros são uma parcela bem menor de sua vida, se comparados a sua passagem pelo Mainz 05. De atacante a zagueiro, e depois a técnico, Klopp passou 18 anos se dedicando aos alvirrubros. Chegou aos 23 anos, quando o clube ainda disputava os torneios regionais (então equivalentes à terceira divisão) e saiu depois de levar o Mainz não só à elite da Bundesliga, mas também à Liga Europa.

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A maior prova de carinho veio justamente na despedida de Klopp do Mainz. O clube que segue dividindo o seu amor. “Quando deixei o Mainz, depois de 18 anos, eu pensei: ‘Da próxima vez, trabalharei com um pouco menos de coração’. Disse isso porque nós choramos por uma semana. A cidade toda nos deu uma festa de despedida, que durou dias. Para uma pessoa normal, essa emoção é exagerada. Eu pensei que não era saudável trabalhar assim. Mas, depois de uma semana no Dortmund, foi do mesmo jeito. Encontrar isso por duas vezes, ser sortudo assim, é muito incomum. Assim como todo mundo que trabalha no Dortmund é torcedor do clube, assim também era em Mainz”, declarou o treinador em 2013, durante entrevista ao Guardian.

Já neste final de semana, enquanto desfruta os meses sabáticos após deixar o Dortmund, Klopp aproveitou para voltar à velha casa. Esteve nas tribunas da Coface Arena, para assistir ao jogo contra o Hoffenheim. E deu sorte aos velhos companheiros, na vitória por 3 a 1 sobre os visitantes, que alçou o clube à sétima colocação da Bundesliga. A vibração e o sorriso de Klopp depois dos três gols de Yunus Malli deixam bem claro o que ele ainda sente pelo clube.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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