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Klopp: “Já sei que, quando deixar o Dortmund, sentirei falta desta torcida fantástica”

Por muito tempo, o casamento entre Borussia Dortmund e Jürgen Klopp parecia eterno. O cara feito para comandar um clube de apaixonados, através de sua própria paixão. Mas toda relação tem suas crises. E a enfrentada atualmente no Signal Iduna Park faz crer que, em algum momento, a separação acontecerá. Klopp não tem conseguido recuperar o encaixe da equipe e a capacidade lançar jovens promissores. Quem sofre é o Dortmund, na antepenúltima posição da Bundesliga.

OPINIÃO: Para o Dortmund, neste momento, é mudar de atitude ou mudar boa parte do time

Não há nada além de especulações sobre a saída de Klopp do Signal Iduna Park. Afinal, é mais fácil para os aurinegros esperarem o técnico retomar os prumos de seu trabalho do que achar algum comandante tão bom quanto ele. Porém, enquanto isso não acontece, os desgastes aumentam. E o próprio Klopp já chegou a falar em tom de despedida após o empate contra o Wolfsburg, nesta quarta-feira. Talvez pressentindo, ou sabendo, que o fim está próximo.

“Este foi o último jogo em casa antes da pausa de inverno. E virá um momento na minha vida quando não serei mais técnico deste clube. Mas o que eu sei desde já é que irei sentir falta desta torcida. É simplesmente extraordinário o que eles fazem aqui. É fantástico. Há muitos estádios com grande atmosfera pelo mundo, mas poucas seguem tão fanáticas quando você está na 16ª colocação do campeonato”, afirmou. A empatia surgida desde 2008 é enorme.

Em outubro do ano passado, Klopp renovou seu contrato com o Dortmund até 2018. Contudo, nas últimas semanas, o treinador tem admitido a possibilidade de treinar um clube inglês, “o único país em que me vejo trabalhando depois da Alemanha”. Apesar disso, ele mantém seu comprometimento como os aurinegros, assim como a diretoria segue dando o seu respaldo. Resta saber se o temporal se transformará em bonança por mais alguns anos ou se Klopp preferirá respirar novos ares antes que ele acabe.

Os momentos, estes sim, serão eternos:

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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