As finanças dos clubes serão afetadas pelos efeitos da paralisação do futebol por causa da pandemia de coronavírus, e , campeão europeu pelo Real Madrid e da Tríplice Coroa pelo Bayern de Munique, espera que a indústria se reorganize de uma maneira mais sustentável e pé no chão, sem tanta obsessão por lucros, diferente do que ele considerava “às vezes imoral” antes da disseminação de COVID-19.

“Quero dizer, o ego e o egoísmo. União, humanidade e acabaram sendo negligenciadas no fim. Você tem que aguçar seus sentidos para pessoas que não estão muito bem com uma visão para a interação social”, disse, em entrevista ao Welt am Sonntag. “É importante encontrar uma maneira para voltarmos a uma normalidade maior. Precisa recuar em termos de taxas de transferência e salários. Às vezes, isso era imoral”.

Ele acredita que, pós-pandemia, os clubes deveriam apostar em jogadores jovens, o Bayern de Munique pretende fazer. “Eu descartaria transferências muito caras. Se eu estivesse no comando, daria preferência a manter meus jogadores a contratar estrelas caras. Kai Havertz (por exemplo) certamente teria que ficar na Bundesliga, salvo um preço utópico”, disse.

Heynckes não acha que Leroy Sané, um dos principais alvos do Bayern no mercado do ano passado, justifique o valor de € 100 milhões que era especulado. Sané perdeu praticamente toda a temporada do Manchester City por causa de uma séria lesão.

“Ele estava em boa forma antes de se machucar. Para mim, ele ainda não teve o momento de explosão para se transformar em um jogador de primeiro nível. Acho que é um jogador que está em uma encruzilhada. Ele continuará trabalhando duro ou ele continuará sendo apenas um extraordinário talento? Ele precisa estar pronto para dar o próximo passo porque não adianta acender o talento apenas de vez em quando. Eu honestamente não acho que o preço é justificado”, disse.

A consciência social e política de Heynckes foi despertada na aposentadoria a ponto de ele considerar participar de marchas contra as mudanças climáticas e o aquecimento global.

“Estava dormente em mim. Como jogador e técnico, eu não tinha cabeça e tempo”, admitiu. “Uma situação climática fatal está surgindo nas próximas gerações. Os jovens estão absolutamente certos quando protestam. Às vezes eu acho que eu mesmo deveria ir a uma marcha pelo clima. Eu não aguento injustiças”, encerrou.

Heynckes aposentou-se depois das conquistas da Champions League, Bundesliga e Copa da Alemanha em 2012/13, mas retornou para comandar o Bayern de Munique interinamente após a demissão de Carlo Ancelotti, quando se tornou novamente campeão alemão.

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