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Herrmann se torna protagonista na Bundesliga e a seleção alemã é só o primeiro passo

Falar da geração de jogadores alemães nascidos a partir do final dos anos 1980 é até clichê. Qualidade técnica não falta, o que ficou bem evidente e gravado na história com a conquista da Copa do Mundo de 2014. Limitar os talentos germânicos aos 23 que vieram ao Brasil, no entanto, é ser injusto com muitos outros. Ou mesmo com aqueles que sequer são lembrados por Joachim Löw nas listas da seleção. O melhor exemplo disso é Patrick Herrmann, meia que está jogando o fino pelo Borussia Mönchengladbach, mas não é convocado há algum tempo. Ao que parece, não vai demorar muito.

Se houvesse um prêmio ao “jogador alemão do momento”, Herrmann provavelmente competiria com Thomas Müller e Johannes Geis, volante do Mainz 05. Provavelmente, com favoritismo ao meia do Gladbach. Nas últimas seis rodadas, os Potros venceram cinco jogos e empataram um. Quase sempre com o protagonismo de seu prata da casa. Herrmann marcou cinco gols e deu duas assistências neste intervalo. O suficiente para assumir a artilharia de sua equipe, se colocando à frente até mesmo do brasileiro Raffael.

Neste sábado, Herrmann teve outra atuação destacada, e em um jogo importante. Participou de dois gols na vitória por 3 a 1 sobre o Borussia Dortmund em Mönchengladbach. Brilhou especialmente no segundo, quando arrancou no campo de ataque e abriu um clarão na defesa aurinegra, antes de dar o passe para Raffael só empurrar nas redes. Papel decisivo que já tinha demonstrado contra o Bayern de Munique, quando também deu uma assistência na vitória por 2 a 0 de sua equipe.

Herrmann combina características importantes para um futebol dinâmico como o alemão. É um velocista para as jogadas nas pontas, com facilidade para os dribles em aceleração. Mas também vai demonstrando outras virtudes, como a precisão nos arremates. Cada vez menos individualista, o jogador de 24 anos é uma peça fundamental de um dos contra-ataques mais letais da Bundesliga. Ao lado de Xhaka, Sommer e Raffael, pode ser considerado um dos protagonistas da campanha que deve render vaga na Champions aos Potros – talvez, direto para a fase de grupos, dependendo da disputa com o embalado Leverkusen.

Herrmann fez parte de todas as seleções de base, do sub-16 ao sub-21, e chegou a ser convocado por Löw em 2013, mas sem entrar em campo pela seleção principal. Neste momento, é um dos nomes mais pedidos nas listas do Nationalelf, ainda que a concorrência na posição seja grande. Se a oportunidade vier, é só mais um passo para fazer seu nome e se tornar um dos reforços mais cobiçados do mercado alemão – Arsenal e Tottenham são dois destinos já especulados. Por tudo o que ele vem jogando, merece esse reconhecimento.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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