Alemanha

Götze: “Klopp me ensinou tudo. Guardiola não tinha muita empatia com os jogadores”

Mario Götze ainda busca a forma física e técnica que o levou a ser um dos jogadores mais promissores do mundo, depois de descobrir que tinha um problema de metabolismo. Não conseguiu vaga na seleção alemã para a Copa do Mundo de 2018, apesar de ser o autor do gol do título Mundial no Brasil, mas a vida segue em frente. Em entrevista a um documentário da DAZN, porém, o jogador do Borussia Dortmund olhou para o passado. E na hora de escolher o técnico da sua carreira, não teve dúvidas: Jürgen Klopp.

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Foi com Klopp que Götze despontou para o futebol e brilhou na temporada em que o Dortmund chegou à final da Champions League. Em seguida, foi para o Bayern de Munique, pelo qual conquistou três vezes seguidas a Bundesliga sob o comando de outro treinador de primeira classe, Pep Guardiola. 

“Eu ainda estou em contato com Jürgen. Claro, ele me ensinou tudo sobre o futebol profissional. Na época, eu tinha apenas 17 anos e subia das categorias de base. Ele me apresentou a tudo. Ele me deixou jogar”, afirmou, segundo o site oficial da Bundesliga. “Tecnicamente, Guardiola foi um grande trunfo. Mas ele é muito focado no jogo e não pensa nos jogadores fora dos planos dele. Ele não tinha muita empatia e empatia faz parte de ser um treinador de primeira classe”. 

Götze contou que, em 2016, antes de voltar para o Borussia Dortmund, esteve muito perto de reencontrar Klopp no Liverpool. “Eu decidi deixar o Bayern de Munique e Jürgen Klopp estava interessado em me levar para o Liverpool. E eu também estava interessado em trabalhar com ele de novo”, disse. “Ainda estou. Ele é um treinador de primeira classe e é por isso que sempre é uma opção. Eu decidi ir para o Borussia Dortmund, mas não foi uma decisão contra o Liverpool ou Klopp. 

No mesmo documentário, Klopp contou como foi receber a notícia de que Götze estava se transferindo para o Bayern de Munique, horas depois de se classificar à semifinal da Champions League, depois daquele épico contra o Málaga. “Eu realmente não esperava. Um dia depois de eliminar o Málaga, um dos maiores jogos das nossas carreiras, Michael Zorc (diretor do Dortmund) disse para mim: ‘Precisamos conversar por um minuto. Mario está indo para o Bayern’. Eu me virei, sai do escritório, dirigi para casa e deitei na cama. Nós tínhamos a estreia de um filme naquela noite. Minha esposa já estava pronta para sair. Eu apenas disse: ‘Hoje à noite nada é possível’. É apenas futebol, mas o timing realmente me atingiu. Depois do êxtase contra o Málaga e de chegar às semifinais da Champions League, não estava preparado para isso”, contou. 

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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