Fim de uma era

Após 15 anos, Franz Beckenbauer deixa a presidência do Bayern de Munique. A história do Kaiser no time bávaro, porém, começou muito antes disso, há exatos 50 anos. Em 1959, quando ainda tinha 14 anos de idade, Beckenbauer ingressou nas categorias de base do time de Munique, tornando-se profissional da equipe em 1965.
Permaneceu no clube até 1977, atuando em 396 partidas e anotando 44 gols nos 12 anos como principal jogador do time. O líbero moderno e de estilo clássico levou o Bayern à três conquistas da Copa dos Campeões da Europa – atual Liga dos Campeões –, além de um Mundial Interclubes, quatro campeonatos alemães e outras quatro na Copas da Alemanha.
Deixou o futebol alemão para jogar ao lado de Pelé no New York Cosmos, em 77, onde permaneceu até 1980. Depois da aventura na América do Norte, ainda jogou por duas temporadas no Hamburgo, vencendo a Bundesliga de 1982, e encerrou a carreira de jogador profissional no seu retorno ao mesmo Cosmos no ano seguinte.
Pela seleção, além de vencer a Eurocopa de 1972 e a Copa do Mundo de 1974 como jogador da Alemanha Ocidental, levou a Nationalelf ao título da Copa de 1990, na Itália, em sua primeira experiência como treinador.
Após a conquista do tricampeonato mundial no comando da Alemanha, voltou ao Bayern de Munique em 1994, acumulando as funções de presidente e treinador. Neste primeiro ano, conquistou o título da Bundesliga e, duas temporadas depois, despediu-se do cargo de técnico com a conquista da Copa da Uefa.
Apesar de ter sido nomeado presidente honorário do Bayern de Munique, Beckenbauer já adiantou que não deve continuar no mundo do futebol. Segundo presidente dos Bávaros que por mais tempo ficou no cargo, ele planejava sua saída há pelo menos três anos. Agora, Uli Hoeness, diretor esportivo do clube desde 1979, assume a vaga de mandatário do principal clube alemão deixada pelo Kaiser.
Um dos maiores legados deixado por Beckenbauer é o estádio Allianz Arena, construído na sua gestão, em 2005. O local é o palco de jogos do Bayern de Munique e do rival da cidade Munique 1860, e grande parte do esforço para se conseguir um patrocínio para a viabilização da arena é do próprio Hoeness.
O desafio do novo presidente é manter o Bayern de Munique como principal clube da Alemanha, ainda que a equipe passe atualmente por um momento de instabilidade dentro do Alemão e da Liga dos Campeões. Todos na Bavária, no entanto, acreditam piamente no trabalho que está por começar do zero.



