Alemanha

Exemplo: Union Berlin renova contrato de jogador com câncer

O Union Berlin é apenas um clube modesto da segunda divisão alemã, lutando para alcançar seu espaço na Bundesliga. No entanto, acabou de dar uma bela lição que as maiores agremiações do mundo poderiam muito bem assimilar. Ao se deparar com o diagnóstico de câncer de Benjamin Köhler, meio-campista de 34 anos, a reação do clube foi oferecer-lhe uma renovação de contrato por mais um ano.

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Köhler foi diagnosticado no início desta semana com Linfoma de Hodgkin, uma forma incomum de câncer. Seu contrato, que ia até junho deste ano, talvez nem fosse renovado em outra situação. O jogador já tem 34 anos, e se até então não havia estendido o vínculo, talvez essa não fosse a intenção do clube. Entretanto, o Union Berlin entendeu a importância de se posicionar ao lado de seu atleta, agora ligado à agremiação até junho de 2016.

“Benny é e continua sendo uma parte importante de nosso time. Sua doença foi um choque para todos nós. Mas estamos certos de que Benny vestirá novamente a camisa do Union. Ele é um lutador dentro e fora do campo”, afirmou o técnico do time, Norbert Düwel, em comunicado à imprensa.

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Köhler iniciará o tratamento e não tem prazo para estar de volta aos gramados. Mas, reforçado pelo suporte oferecido pelo Union Berlin, parece forte para o maior desafio de sua vida. “Eu vou lutar contra. É um grande golpe para a minha família. Primeiro, eu preciso processar isso, mas então lutarei com tudo o que tenho. Nos veremos novamente, com certeza”, disse o atleta, dando seu recado aos torcedores.

Recentemente, Jonas Gutiérrez também foi diagnosticado com câncer, passou por tratamento e, com superação, retornou ao elenco do Newcastle. Éric Abidal não teve a mesma sorte quando, em 2013, após tratar um câncer e passar por um transplante de fígado, foi informado por Zubizarreta que não continuaria no Barcelona, apesar da intenção de Tito Vilanova de utilizá-lo logo que estivesse bem fisicamente.

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Ainda é cedo para dizer se trata-se de uma tendência, mas é bom ver que nos dois casos mais recentes o atleta não foi simplesmente abandonado. Seja pela boa imagem pública ou por realmente se importante com o bem-estar de Köhler, o apoio do Union Berlin neste caso é louvável e um exemplo para que equipes de maior dimensão coloquem em prática a empatia tão comum a clubes mais modestos.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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