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Este goleiro na segundona alemã tomou o gol mais bobo dos últimos tempos

Duisburg e Ingolstadt faziam um jogo importante pela segunda divisão da Bundesliga. As duas equipes estavam emparelhadas na tabela, separadas por um ponto, e tentavam se aproximar da zona de acesso. Clima decisivo que contrasta totalmente com o gol bizarro ocorrido na Arena Schauinsland-Reisen. Por sorte, o erro infantil do goleiro Mark Flekken não trouxe prejuízos maiores ao Duisburg, que venceu a partida por 2 a 1 e ocupa a quarta colocação, fora da zona de playoffs apenas pelo saldo de gols.

Flekken estava com moral. Aos 11 minutos, defendeu um pênalti cobrado por Stefan Kutschke. Dois minutos depois, o Duisburg abriu o placar. E poderia ter ampliado na sequência, em tento anulado pelo árbitro. O início intenso da partida, entretanto, ficaria marcado pela bobeira do goleirão aos 18. É até difícil explicar o que aconteceu. Na saída do impedimento assinalado pelo assistente, que invalidou o segundo gol dos anfitriões, o Ingolstadt armou o contra-ataque. Quando o lançamento vindo da defesa chegou à área do Duisburg, o zagueiro recuou de cabeça a Flekken. E não percebeu que o holandês estava totalmente desligado, dentro da meta, guardando sua garrafa de água. Kutschke, justamente ele, empatou o jogo. A desafinada do narrador, incrédulo, torna tudo mais engraçado.

Talvez Flekken tenha pensado que o segundo gol de Duisburg valera e, enquanto os companheiros supostamente comemoravam, foi matar a sede. Nada justifica tamanho vacilo do camisa 1, ainda assim. Por sorte, Boris Tashchi salvou sua pele, anotando o (agora sim validado) segundo tento durante a etapa complementar. O frangaço não custou tão caro. Mas a imagem do goleiro roda o mundo.

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Atualizado às 21h00

Um vídeo gravado pela torcida do Duisburg ajuda a entender a letargia do goleiro. Logo após o tento anulado, a equipe do estádio tocou uma música em comemoração e os próprios torcedores pareciam não entender direito o que acontecia, cantando junto. Ao final, ninguém avisou Flekken que o perigo se aproximava.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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