Alemanha

E a históriase repete

No momento em que as equipes que disputariam uma vaga na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, foram divididas em grupos pelo sorteio, o caminho até o Mundial parecia simples para a seleção alemã. Contra Liechtenstein, a vitória por 6 a 0 encheu de confiança a equipe e o técnico Joachim Löw. Contra a Finlândia, o empate em 3 a 3 evidenciou problemas mais que conhecidos na Nationalelf.

Encarando a primeira partida de classificação para o Mundial como se fosse um jogo de primeira rodada da Copa da Alemanha, a vitória contra Liechtenstein não pode ser desprezada. No primeiro tempo, a pequena seleção adversária foi suficientemente competente para segurar a Alemanha, que terminou os 45 minutos iniciais com uma vantagem de um gol, marcado por Podolski.

Após o intervalo, os 7800 espectadores que enfrentaram a forte garoa nas arquibancadas puderam acompanhar uma partida realmente movimentada. Mais que poder ofensivo, o resultado mostrou que o eixo Lahm-Trochowski-Podolski é um dos mais qualificados do mundo. Aliás, aos poucos, o meio campista do Hamburg vai deixando de ser uma aposta de Low para se firmar, com destaque, na seleção.

Seguros com a posse de bola e conduzindo o jogo de forma dinâmica, esta formação tem tudo para ser duradoura. Porém, se tudo anda bem (ou quase) pelo lado esquerdo, o jogo contra um adversário mais fraco, deixou ainda mais evidente o desequilíbrio do time.

Pouco tempo depois do final do jogo, até mesmo o técnico Bidu Zaugg comentou o ponto fraco de seu adversário sob o seu ponto de vista: “Nós tivemos problema, pois só tivemos liberdade de jogar por um lado do campo”.

As fragilidades deixavam no ar que algumas mudanças poderiam ser realizadas para a partida contra a Finlândia. A seleção escandinava, durante as eliminatórias para a Euro, já se mostrava um time com evolução. A entrada de Patrick Helmes, que não havia sido relacionado para o jogo de estréia, era uma das apostas para substituir o improdutivo Klose, no ataque, assim como Andréas Hinkel, destaque nos treinamentos. Porém, em Helsinki, nada de alterações.

O placar, um empate em 3 a 3, não fez jus ao futebol apresentado. A atuação da defesa, há tempos o maior problema do time, só não foi mais desastrosa pois as falhas da zaga adversária ofuscaram os erros de Tasci e principalmente de Westermann. A jovem dupla de zagueiros que deixou claro que ainda é cedo demais para a titularidade.

Para quem imagina uma partida com inúmeras oportunidades criadas pelos atacantes, as poucas chances desperdiçadas por Mario Gómez, que substituiu Hitzlsperger e provou mais uma vez não ser o jogador que a seleção esperava, mostram o contrário.

Em mais uma jornada da seleção alemã, algumas peças mudaram, mas os problemas continuam os mesmos. Menos mal que “os de sempre” estão ali para amenizá-los.

O que fazer com Klose?

Mesmo sem brilhar em seus clubes, Lukas Podolski e Miroslav Klose sempre contaram com o apoio de boa parte da torcida alemã. O desempenho com a camisa da seleção sempre deu crédito à fama de injustiçados. Porém, nos últimos tempos, apenas Podolski conseguia fazer jus às expectativas. Klose “sobrevivia” sem nenhum prestígio entre os 11.

Após o improdutivo jogo de estréia, a escalação do atacante era considerada por parte da imprensa alemã como “ato de clemência”. Com a faixa de capitão ele não contribuiu em nada durante os 64 minutos em que esteve em campo em uma partida fácil.

E aí, a reviravolta. Em um jogo complicado, Klose marcou três gols (em três tentativas) e chegou aos 43 com a camisa alemã. E, no momento decisivo, fez com que o desejo de ter Gómez ou mesmo Kevin Kuranyi entre os titulares se transformasse em piada.

Apesar da confiança em seu capitão, possivelmente Joachim Löw terminou seu dia com a seguinte questão: o que fazer com Klose?

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Equipe Trivela

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