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Dortmund sofre em Munique, mas não contra o Bayern

Jogar na Allianz Arena tem sido uma missão complicada para a maior parte dos times do mundo (alô, Barcelona), então sofrer quando joga por lá não é uma novidade. O Borussia Dortmund, que está habituado a batalhas por lá, sabe bem disso. Mesmo assim, não esperava que o jogo desta terça-feira, pela Copa da Alemanha, tivesse esse nível de sofrimento. Jogando no estádio do rival Bayern de Munique, o Dortmund precisou da prorrogação para vencer o 1860 Munique, clube que atualmente está na segunda divisão, mas é muito tradicional na cidade bávara. Os 2 a 0 do placar não traduzem a dificuldade da partida, mas mostraram um time que parece preparado para sofrer, o que é sempre bom.

O time fez o que se espera por se tratar de um confronto entre um dos mais fortes times do país contra uma equipe da segunda divisão: dominou o jogo e criou as melhores chances. Tanto que, nas estatísticas, o time massacrou o adversário: 39 chutes a gol e 77% de posse de bola. Mas os números, ah, eles gostam de enganar. O domínio em campo não foi tão grande como esses grandes números podem dar a impressão. Os aurinegros sofreram com chances perdidas e má pontaria. Dos 39 chutes, só nove foram no alvo, o que dá a ideia da falha do time.

Os 90 minutos do tempo normal não foram suficientes para definir o classificado e o ambiente parecia favorável ao 1860. A torcida lotou o estádio e apoiava, acreditando cada vez mais na classificação do time, que segurava um dos melhores times da Europa por tanto tempo. E o que complicou a vida do time bávaro foi um pênalti polêmico, que resultou na expulsão de Dominik Stahl, aos 15 minutos do primeiro tempo da prorrogação. Pierre-Emerick Aubameyang bateu e marcou 1 a 0.

Logo no início do segundo tempo da prorrogação, o armeno Henrik Mkhitaryan marcou mais um, desta vez um golaço, e garantiu a vitória do time de Jürgen Klopp,que vibrou muito. O time avança à terceira fase da competição, com um pouquinho de sofrimento. Porque sofrer, nem que seja de vez em quando, é importante para dar algumas lições.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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