Alemanha

Depois do Muro

A Alemanha comemorou os 20 anos da queda do Muro de Berlim. As diferenças, aos poucos foram amenizadas ou encobertas. Os esteriótipos ainda existem. Não existem ministros dos Estados da ex-República Democrática Alemã no gabinete de Angela Merkel e a taxa de desemprego é quase o dobro da antiga República Federal da Alemanha.

No futebol, o abismo é igualmente emblemático. Na segunda divisão, Energie Cottbus e Hansa Rostock, equipes que recentemente estiveram na Bundesliga, hoje apenas lutam para se distanciar da zona de rebaixamento na segunda divisão.

Desde 2008 na disputa da 2. Bundesliga, o Hansa Rostock comandado por Andreas Zachhuber, ocupa a décima quarta posição da tabela com 12 pontos. Já acumula a quarta rodada sem vencer, anunciando mais uma crise. Além da lenda de que o time não vence quando atua às segundas-feiras (o time não venceu as 12 últimas partidas disputadas neste dia).

Com dificuldades econômicas, o time apóia sua campanha em jogadores jovens como Kevin Pannewitz e René Lange para contribuir com um ataque pouco eficiente. Esteve nas manchetes recentemente, devido a uma confusão de torcedores, após a partida contra o St.Pauli, quando 27 policiais foram feridos e 23 torcedores detidos.

A queda do Energie Cottbus na última edição da Bundesliga decretou o fim de equipes da ex-Alemanha Oriental na primeira divisão. O clube também luta contra a crise econômica, o que deve se agravar um pouco, com a multa de 15 mil euros por excesso de público e objetos atirados em campo, na partida contra o St.Pauli.

A vitória sobre o 1860 Munique na última rodada afastou o time da zona de rebaixamento e acalmou um pouco os ânimos em Cottbus. Para a próxima partida, contra o Fortuna Dusseldorf, problemas no ataque. Mesmo com o atacante Sergiu Radu se recuperando.

Campanhas medianas na segunda divisão: é isso o melhor que resta hoje do futebol do lado oriental. Muitos clubes desapareceram, ou estão esquecidos em divisões inferiores ou amadoras. Depois de 20 anos.

Futebol de luto

“A morte deste atleta mostra que o futebol não é tudo em nossa vida. Atrás da popularidade e do sucesso existe o isolamento e o desespero”, foram as palavras de um conselheiro da Igreja Protestante. Enke não foi à sua última sessão de terapia. Disse que estava bem. Era verdade. A análise explica que depressivos não cometem suicídio quando estão em crise.

Enke nasceu em Jena, ex-Alemanha Oriental. Foi atacante durante sua infância. Já profissional, começou sua carreira aos 18 anos no Carl Zeiss Jena. Foi para o Borussia Mönchengladbach, passou muitos anos no exterior rodando por Benfica, Barcelona, Fenerbahce, Tenerife.Voltou à Alemanha. Foi convocado pela primeira vez para a seleção alemã na Copa das Confederações de 1999 no México e disputaria uma Copa do Mundo em 2010, provavelmente como titular.

Enke sofria de depressão, fazia tratamento desde 2003 e vivia atormentado pela morte de sua filha de dois anos, em 2006 e cometeu suicídio, aos 32 anos. Atuou 196 vezes na Bundesliga.

Cerca de mil pessoas acompanharam a cerimônia na igreja de Hannover, enquanto 3 mil aguardavam do lado de fora. Muitos companheiros de profissão, ex-treinadores e toda a comissão técnica da seleção alemã estiveram presentes, além do capitão Michael Balack. 

O clássico da última rodada

Perdido em campo, o Bayern, em casa, empatou em 1 a 1 com o Schalke. Magath escalou corajosamente sua equipe em um 4-3-3, na tentativa de se aproveitar os deslizes defensivos da equipe de Van Gaal.

Em uma equipe sem criatividade, a entrada de Robben movimentou a equipe e ameaçou verdadeiramente a segura defesa do Schalke, tanto que fez com que Magath colocasse Mineiro em campo.

O empate deixou o Schalke fora da zona de classificação para Liga, enquanto os bávaros caíram para a 8ª colocação.   

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Equipe Trivela

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