Copa da Alemanha

Com domínio total, o Dortmund teve boa atuação e abriu a temporada eliminando o Munique 1860 na Copa da Alemanha

O Borussia Dortmund teve um controle imenso da partida na Baviera e resolveu a parada no primeiro tempo, com gol de Adeyemi e boa atuação de Malen

O Borussia Dortmund realizou ótimas aquisições no atual mercado de transferências, mas a pré-temporada jogou uma ponta de dúvida sobre o time de Edin Terzic, com derrotas para Valencia e Villarreal. Nesta sexta-feira, o BVB teve seu primeiro compromisso oficial em 2022/23: encarou o Munique 1860 pela primeira fase da Copa da Alemanha. Contra um adversário tradicional, embora atualmente na terceirona, os aurinegros apresentaram sua contundência. Venceram por 3 a 0, com direito a uma excelente apresentação no primeiro tempo dentro histórico Estádio Grünwalder. Karim Adeyemi deixou sua marca, com colaboração do goleiro, enquanto Donyell Malen teve boa participação.

O Dortmund reunia alguns reforços em sua escalação. Nico Schlotterbeck e Niklas Süle formavam uma dupla de zaga completamente nova. Já Karim Adeyemi entrou aberto na ponta direita, em trinca com Marco Reus e Donyell Malen. Youssoufa Moukoko era o encarregado de preencher a lacuna deixada por Sébastien Haller, que inicia o tratamento de um tumor nos testículos, no comando do ataque.

Não foi necessário muito tempo para que o Dortmund mandasse no jogo. A equipe buscava bastante as pontas, em especial com Donyell Malen. Depois de uma tentativa frustrada, seria dele o primeiro gol, aos oito minutos. Partiu em velocidade e finalizou rasteiro, dentro da área, vendo a bola bater nas duas traves antes de entrar matreira. Com ritmo alto e intensa movimentação, o BVB tinha total controle. E a situação do Munique 1860 piorou aos 20, quando o artilheiro Marcel Bär saiu lesionado. Os Leões não ofereciam grande resistência.

O placar se tornou mais condizente à superioridade do Dortmund depois dos 30. O segundo gol surgiu numa envolvente linha de passe. Malen participou de novo, entregando um presente a Reus dentro da área. O capitão então só rolou para Jude Bellingham escorar de frente à meta aberta. Adeyemi aparecia e tentava bastante, sem sucesso até então. Quando conseguiu marcar, aos 35, foi graças a uma falha grotesca do goleiro Marco Hiller. O camisa 1 tentou encaixar o chute rasteiro e ficou apenas com as penas do frango nos braços. O BVB terminou o primeiro tempo com 81% de posse de bola e 14 finalizações, contra zero arremates do 1860.

O segundo tempo permaneceu na mesma toada. Era o Dortmund que rodava a bola e tinha até mais posse de bola. O gol não saiu porque Hiller resolveu se redimir. Antes dos 15, o goleiro realizou três boas defesas em meio à insistência dos aurinegros. O Munique 1860, ao menos, teve a sua primeira finalização. As substituições aconteciam no BVB, com jogadores mais jovens ganhando chances. Nada que atrapalhasse o controle total dos visitantes na Baviera. Depois dos 30, o Dortmund voltou a martelar um pouco mais. Hiller fez mais um punhado de ótimas defesas, salvando um pouco da honra dos Leões. Entretanto, a diferença era expressa. Quase aos 45, ainda houve um gol de Reus anulado por impedimento, mas nada que fizesse falta. Resta saber se a consistência do BVB se repetirá no início da Bundesliga.

Outros três jogos pela Copa da Alemanha aconteceram nesta sexta-feira. O Stuttgart conseguiu a principal classificação, ao derrotar por 1 a 0 o Dynamo Dresden – recém-rebaixado à terceirona. Darko Churlinov marcou o gol dos suábios, que tiveram que se virar com um a menos no segundo tempo, após a expulsão de Waldemar Anton. Atualmente na segundona, o Nürnberg fez 2 a 0 sobre o Kaan-Marienborn, da quarta divisão. Johannes Geis e Enrico Valentini marcaram. Já o Karlsruher, outro da segundona, aplicou a maior goleada: 8 a 0 diante do Neustrelitz, da quinta divisão. Fabian Schleusener marcou três gols e Simone Rapp se destacou com mais dois.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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