Alemanha

Contra o Stuttgart, ficou claro por que D. Costa joga muito melhor no Bayern que no Brasil

O Bayern de Munique voltou a ser avassalador contra o Stuttgart e construiu a goleada por 4 a 0 no primeiro tempo. O grande nome da partida foi mais uma vez o brasileiro Douglas Costa, que deu uma bela arrancada na jogada do primeiro gol e marcou o segundo com um chute cruzado. Acabou substituído no segundo tempo depois de ter cumprido o seu dever.

LEIA MAIS: Completo como poucos, Alaba merece ser mais lembrado entre os melhores do mundo

Um sentimento que ele não costuma ter com a camisa da seleção brasileira. Esse questionamento muitas vezes é levantado. Por que Douglas Costa não joga tão bem pelo Brasil? Parte da resposta é óbvia: o Bayern de Munique é um time melhor, com jogadores mais talentosos e muito mais bem treinado. A outra parte é um pouco tática.

Os dois primeiros gols do Bayern de Munique saíram em contra-ataques, como Dunga gosta de jogar. O que abriu o placar contou com uma avalanche bávara. Seis jogadores partiram ao mesmo tempo e correram em sincronia. Quando Douglas Costa chegou na grande área, tinha pelo menos três opções de passe e apenas um marcador, que estava confuso entre fechar o meio ou a linha de fundo. Nessa situação, foi fácil para o brasileiro aplicar o drible e cruzar para Robben abrir o placar.

bayern x stuttgart foto 01

O gol que ele fez surgiu de outro contra-ataque. O Bayern de Munique tinha quatro jogadores na direita, o que puxou a marcação do Stuttgart e abriu um espaço na esquerda. Douglas Costa apareceu nele para pegar o cruzamento de primeira e acertar um belo chute cruzado.

bayern x stuttgart foto 02

Uma simples comparação com jogadas da seleção brasileira contra o Chile, em Santiago, quando o time de Dunga atuou basicamente no contra-ataque, escancara a diferença que Douglas Costa encontra quando troca o vermelho pelo amarelo. Houve duas jogadas de contra-ataque pela esquerda em que o Brasil subiu com apenas quatro jogadores, o quarteto ofensivo, todos muito próximos, contra quatro marcadores chilenos. Não havia muito o que fazer.

Nesta jogada, aos 20 minutos do segundo tempo, Douglas Costa domina a bola na ponta esquerda e existem entre seis e oito jogadores do Chile entre ele e o gol. Há duas opções de passe, todas para trás, e a maioria dos seus companheiros de equipe está parada, aguardando o desenvolvimento da jogada. Para ele fazer alguma coisa produtiva nessa situação, só se fosse o David Copperfield.

brasil x chile

No Brasil, Douglas Costa tem menos espaço, menos opção de jogadas e frequentemente domina a bola diante de muitos marcadores, próximo demais da linha lateral ou do meio-campo, e em um ritmo mais lento. Com Guardiola, que gosta de encurralar o adversário em um dos lados do campo e virar o jogo para o outro, recebe geralmente em velocidade, com campo para correr e um único rival para driblar. A técnica que tem cumpre essa tarefa e lhe resta apenas a missão de acertar o cruzamento ou o chute.

Ou seja, quando o time ajuda, Douglas Costa não tem que fazer tudo sozinho e assim é muito mais fácil.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo