Alemanha

Com ele, o time ganha

Entre os nomes pomposos trazidos na temporada 2005/06, aquela em que o Stuttgart apresentara, com pompas, o retorno de Giovanni Trapattoni ao futebol alemão, o de Thomas Hitzlsperger era um dos que menos atraía as atenções do torcedor. A ponto de tornar freqüente a pergunta: “que raios faz esse cara no meu time?”. Afinal, tratava-se de um jogador que não havia cavado seu espaço na Alemanha e tinha um papel secundário num time de médio para fraco na Inglaterra. Num momento em que o time apresentava Jon Dahl Tomasson e Jesper Gronkjaer, quem raios quereria prestar a atenção em um ex-jogador renegado do Bayern de Munique que foi tentar a sorte em Birmingham?

De julho de 2005 até agora, entretanto, os três figurões citados no parágrafo acima já deixaram o VfB e Hitzlsperger continua em Baden-Wuttenberg. E foi campeão alemão na temporada passada. A ponto de calar a boca daqueles que não entendiam o que raios fazia ele no time alemão na Copa de 2006.

Neste ano, a Alemanha parece se render ao futebol do camisa 11 do Stuttgart. Principalmente agora, que ele parece ter provado ser o jogador mais indispensável para o time. A prova final disso foi seu retorno ao time, depois de sete rodadas de afastamento por uma contusão no peito do pé. Desde então, o clube venceu três partidas consecutivas e saltou da 14ª para a nona colocação. Da boca da zona de rebaixamento à briga por uma vaga européia.

Com ele em campo, o time fez sua melhor partida na Liga dos Campeões, a derrota por 4 a 2 para o Lyon, na França. Por uma delicadeza do destino, perdeu um pênalti quando o placar marcava 3 a 2 para os franceses. No fim de semana seguinte, entretanto, Hitzlsperger foi decisivo para tirar a invencibilidade do Bayern de Munique na temporada no último fim de semana.

Os números não deixam mentir. Ele jogou 63 partidas pelo Stuttgart. Venceu 31, empatou 21 e perdeu 11 (60,31% de apoveitamento). Sem ele em campo, o VfB fez 28 jogos desde junho de 2005. Venceu cinco, empatou três e perdeu dez (21,42%).

O meia está longe de ser o melhor jogador alemão em atividade, mas já provou ser peça essencial para o clube e, pouco a pouco, para a seleção. “Pouco a pouco, graças a muito trabalho, ele tem se tornado um jogador completo. Aos 27 anos, está perto do auge. Joga para a frente, acelera o ritmo da partida e sempre busca o gol”, declarou Joachim Löw, técnico do Nationalelf. Quem sabe, em breve, torne-se também titular indiscutível para a seleção nacional.

Clima quente na Baviera

Depois de quatro partidas sem vitórias (dois empates e uma derrota na Bundesliga, um empate na Copa Uefa), os ânimos se acirraram nos bastidores do Bayern de Munique. Tudo isso porque o presidente do clube, Karl-Heinz Rummenigge criticou o técnico Ottmar Hitzfeld publicamente. No caso, a alfinetada foi no sistema de rotação aplicado pelo treinador.

De fato, a situação do Bayern, favorito absoluto à conquista do título desta temporada, não é das melhores. Só não perdeu a liderança no sábado porque o Schalke conseguiu segurar o Hamburg em Gelsenkirchen. Não tivesse acontecido isso, o HSV estaria na ponta da tabela.

É o caso de abrir os olhos para o que acontecerá em Säbener Strasse no momento em que os bávaros perderem a ponta, se isso, de fato, acontecer.

Um zero…
…persiste na tabela depois da derrota do Bayern de Munique. Agora, falta apenas o Duisburg empatar um jogo para acabar com essa marca.

Duas derrotas…
…consecutivas do Wolfsburg e Felix Magath está, agora, em alerta. Depois dos 2 a 1 diante do Bayer Leverkusen, vem o reencontro com o Bayern de Munique.

Três jogões…
…na terceira rodada. Primeiro o clássico entre Bayern e Stuttgart. Depois, a partida entre Schalke 04 e Hamburg. Por último, o “dérbi do leste”, entre Hansa Rostock e Energie Cottbus.

Quatro a zero…
…do Werder Bremen sobre o Karlsruhe, sensação da temporada. Diego fez os dois primeiros gols, Naldo o quarto. Pouco a pouco, o time ganha ritmo e começa a mostrar-se em condições de brigar por alguma coisa. Tanto que assumiu a vice-liderança, empatado com o Hamburg em pontos, mas com três gols a mais de saldo. E apenas um ponto atrás do Bayern.

Seleção da rodada*
Pröll (Frankfurt); Mertesacker (Werder Bremen), Wolf (Nuremberg), Magnin (Stuttgart); Jensen (Werder Bremen), Hilbert (Stuttgart), Rolfes (Bayer Leverkusen), Diego (Werder Bremen); Kern (Hansa Rostock), Mario Gómez (Stuttgart), Kiessling (Leverkusen)

Destaque da rodada*
Enrico Kern, que marcou os três gols do Hansa Rostock na vitória por 3 a 2 de seu time no Energie Cottbus, no “dérbi do leste”. A última vez que o atacante havia feito três gols no jogo foi em 3 de setembro de 2005, pelo Regensburg, contra o Koblenz, na Liga Regional. Teria sido apenas um lampejo de craque daquele jogador que prometia na seleção Sub-18 ou o início de uma tentativa de contrato com um clube maior?

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*de acordo com a revista alemã kicker, com a qual esta coluna colabora.

ECKBALL

– Lúcio não joga mais pelo Bayern em partidas pela Bundesliga neste ano. O zagueiro, titular em todas as partidas do clube até agora, foi expulso contra o Stuttgart por uma agressão em Magnin. Pegou quatro jogos de gancho. Resta a Copa Uefa e a Copa da Alemanha.

– Jens Lehmann, que completa 50 jogos pela seleção alemã contra o Chipre, está desesperado para jogar a Eurocopa em 2008. “Quero jogar a competição de qualquer maneira. A Bundesliga é sempre mais atrativa, mas a Segundona é, para mim, uma possibilidade”, comentou, enquanto falava sobre sua provável saída do Arsenal em janeiro.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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