Alemanha

Clássico e conseqüência

As arquibancadas do Allianz Arena pareciam não acreditar no que estava acontecendo em campo. No banco de reservas do Bayern, o técnico Jurgen Klinsmann permanecia em silêncio enquanto Uli Hoeness olhava insistentemente para o relógio de pulso. O resultado era contundente, uma derrota por 5 a 2 para o Werder Bremen.

O surpreendente resultado não só abateu os bávaros, mas quebrou tabus: foi a maior derrota, em casa, dos últimos doze anos. Se comparadas às circunstâncias e aos gols adversários, as recordações vão ainda mais longe: na temporada 1975/76, a equipe de Beckenbauer e Gerd Muller apenas assistiu em campo os mesmos 5 a 2 contra o Kaiserslautern.

Taticamente, o Bayern foi deficiente. O setor defensivo e principalmente Demichelis, não repetiu o bom desempenho de suas últimas atuações e este é o momento certo par Klinsmann repensar o esquema com três zagueiros. Rensing mostrou-se mais inseguro do que nunca e talvez a única atuação que mereça ressalva seja a de Borowski (ex-Werder Bremen) que marcou os dois gols do time, quando no placar a vantagem já era de cinco gols.

Pelo lado verde, a grande vantagem foi um meio campo formado por quatro inspirados jogadores. Destaque para o jovem Mezut Ozil, impecável na armação de jogadas. Diego e principalmente Rosenberg, que marcou dois gols, também foram bem.

Com a goleada, a segunda vitória em cinco jogos, o Werder Bremen pôde apagar um princípio de crise intensificado com o vergonhoso empate, no Weser Stadium, com o Anorthosis, pela Liga dos Campeões. Além do possível fim da era Thomas Schaff no clube.

Em Munique, a sensação que fica é a de que superar a inexperiência de Klinsmann e lutar pelo título podem não ser tarefas tão simples como se imaginava.

Outros dérbis aconteceram por lá

Igualmente amargo para o Hamburgo, foi a derrota por 3 a 0 para o Wolfsburg, no clássico do Norte, disputado na Volkswagen Arena. Os comandados de Martim Jol terminaram a primeira etapa já com a desvantagem consolidada, mas nem assim o treinador pensou em dar opções criativas (ou ofensivas) à equipe. Thiago Neves, que havia atuado bem no jogo do último final de semana, só entrou em campo no final do segundo tempo.

Já o time da casa foi bem, comemorou intensamente a vitória com seus torcedores e os belos gols marcados por Dejagah, Madlung e Grafite deram um brilho a mais para a vitória. A equipe de Félix Magath acumula sua décima partida sem perder, um recorde.

A semana também não foi nada agradável para o Borussia Dortmund. Pela Copa Uefa o BVB sofreu uma derrota amarga, em casa, para a Udinese por 2 a 0. No domingo, foi a vez do Hoffeinheim vencer por 4 a 1, vice-líder da competição. Sem seu capitão Kehl, no início do jogo e com uma postura exageradamente defensiva, o Dortmund só se recuperou dos maus resultados na última quarta-feira, ao eliminar o Hertha Berlim e passar de fase na Copa DFB Pokal.

Já no tenso dérbi entre Stuttgart e Karlsruhe, uma vitória tranqüila por 3 a 1. A partida serviu para que Mario Gómez finalmente relembrasse suas boas atuações. O atacante deu uma assistência que resultou no primeiro gol e também balançou as redes (em posição de impedimento)

Enquanto isso, o Schalke 04 segue com sua silenciosa, mas eficiente campanha. Apesar de não mostrar um futebol encantador, Fred Rutten deixa claro porque foi tão badalado à frente do holandês Twente, na temporada passada. O treinador parece ter encontrado o lugar ideal para Westermann. Como volante, até agora é o destaque da competição, além de marcar gols. No final de semana, os azuis reais venceram o Eintracht Frankfurt por 3 a 1.

Demorou

Foram cinco rodadas para que o Arminia Bielefeld conseguisse sua primeira vitória na Bundesliga e para que o Energie Cottbus marcasse seu primeiro gol na temporada.

Contra o Colônia, o técnico Frontzeck fez mudanças na defesa: Herzig substituiu Bollmann e Marx por Tesche no meio campo. A partida foi equilibrada, concentrada no campo defensivo e as chances de gol demoraram a aparecer. Petit chegou a acertar a trave, mas Kamper e Wichniarek acabaram com o jejum da equipe.

Em Frankfurt, o Cottbus só empatou com o Bochum, mas pelo menos balançou a rede pela primeira vez na temporada. Com o atacante dinamarquês Dennis Sörensen.

Tudo em paz

No Bayer Leverkusen as coisas vão muito bem. Após a vitória por 4 a 0 diante do Hannover, o técnico Bruno Labbadia e o diretor de futebol Rudi Völler declararam que tudo está de acordo com o planejamento.

Para colaborar com a calmaria vivida pelo clube, a boa fase de Barnetta e o desempenho de Renato Augusto, que se encaixou perfeitamente no esquema do time. Patrick Helmes também se destaca na competição, o atacante marcou três gols na partida da última sexta-feira.

O Bayer Leverkusen talvez seja um time jovem demais para brigar pelo título. Mas mostra capacidade para um futuro promissor.

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Equipe Trivela

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