Bundesliga

Mainz segura pressão do RB Leipzig e surpreende na Bundesliga

Gol no início para os mandantes, desfalcados pela covid-19, foi crucial para garantir a vitória 

Quando rolou a bola na Opel Arena, em Mainz, poucas pessoas colocariam o time da casa como favorito para o confronto com o RB Leipzig. Afinal de contas, após um surto de covid-19, a equipe da Renânia teria de improvisar muita gente para poder entrar em campo. Mas o que se viu foi uma atuação corajosa e com firmeza defensiva para garantir uma vitória inaugural ao Mainz, por 1 a 0.

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Embora não tenha divulgado oficialmente a lista dos atletas que testaram positivo, o Mainz estava cercado de incertezas para sua estreia na temporada da Bundesliga. Isso não impediu, no entanto, que eles ousassem desafiar um dos favoritos nesta campanha.

Botaram água no energético

Em um início bastante agressivo, a equipe treinada por Bo Svensson pareceu não se importar com os desfalques e se impôs. Aos 13 minutos, aproveitando uma falha defensiva clamorosa de Nordi Mukiele, que espanou uma bola para trás tentando afastar o perigo, o lateral Moussa Niakhaté abriu o marcador. 

Do outro lado, o Leipzig juntou os cacos e tentou fazer valer sua superioridade técnica para buscar o empate. Mas tudo ainda é muito novo para eles: a mudança no comando, com Jesse Marsch, está em fase inicial. E o grande reforço da temporada, o atacante André Silva, precisa se entender melhor com os colegas.

A dinâmica do confronto se resumiu à pressão do Leipzig, que ocupou espaços para tentar infiltrar a área, mas não conseguia ter folgas para finalizar. E quando chutava, esbarrava na inesperada parede defensiva formada por Stefan Bell e Alexander Hack, que não repetirão a atuação exemplar tão cedo.

O favoritismo não foi confirmado

O goleiro do Mainz, Robin Zentner, também soube segurar a barra quando foi testado, garantindo que sua equipe não saísse de campo vazada. Assim que Svensson entendeu que seus atletas não conseguiriam manter o fôlego em uma trocação contra o Leipzig, optou por uma proposta mais defensiva, cautelosa e no contragolpe. Com emoção, que fosse, mas mirando pelo menos um empate, por conta das condições adversas.

A bola não chegava em André Silva, Emil Forsberg estava sempre acompanhado de um ou dois marcadores, Tyler Adams não estava inspirado e Christopher Nkunku não soube aproveitar as chances que teve. Dessa maneira ficaria difícil tirar algo de bom. Nem mesmo as mexidas de Marsch na segunda etapa causaram algum efeito. Brian Brobbey e Dominik Szoboszlai não brilharam quando foram ao campo.

Se para o técnico do Leipzig, seu elenco é o melhor da Alemanha, não foi isso que vimos nesta primeira exibição. Era um jogo com vitória quase garantida, mas você nunca sabe como um time todo remendado vai se comportar em uma situação urgente. O ajuste de Marsch neste plantel é questão de tempo, mas nessa visita ao Mainz, o dissabor deve ter sido imenso pela forma como o resultado se desenvolveu. Nada que uma boa conversa não resolva. 

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Felipe Portes

Felipe Portes é editor-chefe da Revista Relvado, zagueiro ocasional, ex-jornalista, cruyffista irremediável e desenhista em Instagram.com/draw.portes

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